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Fraternidade iraniana foi meu salvoconducto para fugir

A fraternidade entre iranianos tornou-se salvo-conduto que permitiu à repórter atravessar Teerã e chegar à fronteira turca em meio a bombardeios

Una columna de humo tras un bombardeo, este sábado en Teherán.
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  • A chefe de Internacional da Cadena SER foi a Teerã cobrir o início da guerra, narrando dos quartos do Grand Hotel e lembrando-se de Mina, personagem de um filme, pela vulnerabilidade e pela fraternidade dos iranianos que a ajudaram a conseguir sair do país.
  • No aeroporto, um professor iraniano ajudou ao ligar para localizar o motorista que a levaria ao centro, e contou que as protestos contra o regime se reativavam e que familiares dele estavam feridos.
  • Visitando a universidade, ela conversou com jovens iranianos que estavam frustrados com o futuro e dispostos a falar abertamente sobre as protestos, arriscando-se por causa da vigilância do regime.
  • Poucas horas depois chegaram as primeiras bombas sobre Teerã; a cidade manteve o controle com protocolo, depois ficou vazia e cercada por vários pontos de fiscalização.
  • A fraternidade iraniana foi essencial para ela seguir viagem até a fronteira turca, a cerca de 900 quilômetros, passando por Zanjan; lá conheceu uma família que relatou danos à mesquita local e o impacto da guerra, fortalecendo a saída do país.

O chefe de Internacional da Cadena SER, que acompanhou o início da guerra em Teerã, relata como viveu os primeiros bombardeios na capital iraniana. Ele descreve a sensação ao ouvir a primeira coluna de fumaça negra sobre a cidade e a importância da fraternidade entre iranianos para conseguir sair do país.

Ao chegar ao Irã, o repórter encontrou apoio imediato no aeroporto. Um professor iraniano ajudou a localizar o motorista que o levaria ao centro, contando que as protestos contra o regime voltavam a ganhar força. O episódio ocorreu diante de relatos de mortes e feridos entre estudantes e civis.

Populações jovens também falaram abertamente com o jornalista, mesmo com o zelo do governo sobre a imprensa. Em torno da universidade, estudantes expressaram frustração com o futuro e a participação nas manifestações, avaliando os riscos de falar em voz alta diante de um micrófono.

Poucas horas depois, Teerã recebeu as primeiras explosões de bombardeios. A cidade manteve a rotina com protocolos de segurança, mas as ruas ficaram mais vazias e sob rígidos controles policiais. A imprensa descreve um ambiente tenso, com medidas de contenção em vários bairros.

A cobertura seguiu até a fronteira turca, a cerca de 900 quilômetros de Teerã, em meio a uma forte nevada. O repórter registrou a saída de áreas mais expostas aos ataques, acompanhada por relatos de famílias que deixaram a capital em busca de segurança.

Entre as viagens, a jornada incluiu um relato de uma família que perdeu um familiar próximo a uma bomba atingindo uma mesquita. O grupo descreveu o impacto humano do conflito e a decepção com a postura de países europeus, destacando a posição de Espanha como exceção dentro de uma coalizão crítica ao regime.

Assim, a reportagem enfatiza a importância da solidariedade entre iranianos para a sobrevivência e a continuidade da cobertura jornalística em meio a um cenário de guerra. A experiência demonstra como a fraternidade local funcionou como salvaguarda para o repórter e para quem o acompanhava.

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