- Israel volta a fechar fileiras em apoio à guerra contra o Irã, com união entre majoritárias políticas e sem apoio dos partidos árabes.
- Pesquisas indicam forte apoio público: cerca de 93% dos judeus aprovam a nova campanha bélica, e 91% entre a população judaica, segundo levantamentos de institutos israelenses.
- O clima é de “banderas” e apoio à operação, que incluiu ataques aéreos de até 50 caças e declarações de fortalecimentos das forças de segurança, com a oposição mantendo o tom de apoio ao exército.
- Líderes da oposição destacaram o apoio ao exército, sem consolidar uma coalizão alternativa, e reafirmaram posições pró-segurança do país.
- O país se prepara para eleições de outubro, com pesquisas mostrando variações de apoio entre governos e oposição, enquanto Netanyahu encara desafios legais e críticas ao manejo da ofensiva.
Israel volta a unir suas diferentes correntes diante da nova ofensiva contra o Irã, com apoio público robusto. Em meio a bombardeios coordenados com apoio dos EUA, a ofensiva é encarada como uma segunda fase de uma estratégia de longo prazo contra o regime iraniano. O governo de Benjamin Netanyahu sustenta a operação como defesa do país frente a ameaças regional.
O apoio entre a população judaica é destaque em pesquisas recentes: cerca de 93% dos judeus consultados aprovam a campanha, segundo o Instituto de Democracia de Israel, e 91% apoiam conforme o Instituto de Estudos de Segurança Nacional da Universidade de Tel Aviv. As leituras destacam um consenso que transcende alinhamentos ideológicos.
A ofensiva ocorre após a morte do líder iraniano Ali Jameneí, em um contexto de tensões acumuladas desde ataques anteriores a centros militares na região. O movimento político interno em Israel mistura o apoio à operação com debates sobre custos humanos e impactos regionais, sem sinais de oposição significativa entre os partidos da Knesset.
Contexto político interno
A população israelense tem demonstrado uma visão de longo prazo sobre o conflito, associando Teerã a uma ameaça existencial. Em Tel Aviv, houve manifestações de apoio com retratos e slogans de união nacional, enquanto em Haifa parte da população se posicionou de forma crítica, mencionando questões de tempo de resposta e avaliação de estratégias.
Entre eleitores das três maiores correntes políticas — esquerda, centro e direita — o respaldo à campanha se mostra estável, embora a confiança no manejo de Netanyahu varie. Parte significativa dos entrevistados aponta que a guerra deve seguir até alcançar objetivos estratégicos de segurança a longo prazo.
Repercussões e cenário eleitoral
Em outubro, Israel deve votar, possivelmente já no meio do ano, com expectativa de que o conflito influencie a arena eleitoral. A oposição tem mantido postura de apoio à atuação das Forças de Defesa, mas o desempenho dos partidos frente à coalizão governista se mantém sob monitoramento, com variações entre pesquisas.
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