- Milhares de pessoas participaram neste domingo, 8 de março, de marchas pelo Dia Internacional da Mulher em várias partes do mundo, pedindo mais igualdade, fim da violência e oposição à guerra no Oriente Médio.
- Na Espanha, cidades como Madri, Barcelona, Valencia, Sevilha, Granada, Bilbao e San Sebastián registraram mobilizações; em Madri houve duas passeatas refletindo divergências sobre direitos das pessoas trans e sobre a prostituição.
- Dentre as falas, a segunda vice-presidente do governo espanhol, Yolanda Díaz, pediu às feministas que avancem na defesa da paz e das mulheres iranianas, em meio à guerra.
- Na França, dezenas de milhares de pessoas participaram de protestos em Paris e em cerca de cento e cinquenta locais, com figuras como Gisèle Pelicot destacando a resistência contra o avanço do conservadorismo.
- Em Paris, o grupo Némesis planejou uma manifestação no oeste da cidade; mais de cem organizações convocaram atos em cidades como Bordeaux, Lille e Marselha.
Milhares de pessoas saíram às ruas neste domingo, 8 de março, em várias partes do mundo para marcar o Dia Internacional da Mulher. As mobilizações defendem igualdade de gênero, o fim da violência contra as mulheres e expressam oposição à guerra no Oriente Médio.
Na Espanha, as marchas ocorreram em Madri, Barcelona, Valencia, Sevilha, Granada, Bilbao e San Sebastián, entre outras cidades. Em Madri, o protesto se dividiu em duas colunas, evidenciando divergências sobre direitos das pessoas trans e sobre a prostituição.
Entre manifestantes, houve relatos de participação de ministros e de autoridades políticas. A segunda vice-presidente do governo espanhol, Yolanda Díaz, convocou uma atuação firme pela paz e contra a guerra, enfatizando direitos das mulheres e do povo iraniano.
Espanha: foco na igualdade e na oposição à guerra
Em Madri, o movimento feminino destacou palavras de ordem como não à guerra, feminismo internacionalista e combate à barbárie patriarcal. Manifestantes mexicanas presentes reforçaram a pauta de igualdade salarial e combate ao assédio.
Em Santiago de Compostela houve a orientação para que apenas mulheres participassem de parte da manifestação, segundo organizadores locais. A ação teve apoio de diversas entidades e movimentos feministas da região.
França: mobilização em defesa dos direitos das mulheres
Na França, dezenas de milhares participaram de protestos em Paris e em cerca de 150 locais, com foco na defesa dos direitos femininos diante do avanço conservador. Líderes e integrantes de organizações feministas participaram dos atos.
Gisèle Pelicot, figura internacional na luta contra a violência de gênero, discursou para a multidão em Paris. Caroline Darian, filha de Pelicot, acompanhou a mãe e reforçou a mensagem de esperança para as vítimas da França.
Mais de 100 organizações, sindicatos e associações estiveram à frente das manifestações, em cidades como Bordeaux, Lille e Marselha, segundo os organizadores. O objetivo foi enfatizar a emancipação das mulheres e resistir à atuação da extrema direita.
Este registro global mostra que, em diferentes países, as marchas manteram o tom de reivindicação por direitos iguais, proteção contra violência e condenação de políticas que agravem discriminação e violências de gênero.
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