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Tony Blair apoia Trump e critica premiê britânico por não ajudar ataque à Irã

Tony Blair apoia Trump e critica Starmer por não ceder bases britânicas para ataques contra Irã, ampliando atrito entre Londres e Washington

El ex primer ministro británico, Tony Blairl, en julio del año pasado en Londres.
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  • Tony Blair criticou a decisão do governo do Reino Unido de não permitir que os Estados Unidos usassem bases britânicas para ataques contra o Irã, dizendo que, quando é aliado, deve ajudar.
  • Os comentários ocorreram em evento organizado pelo Jewish News, com a defesa de Blair de uma relação próxima entre Reino Unido e Estados Unidos, vista como essencial.
  • Trump manteve ataques a Keir Starmer por não participar do ataque, chamando o Reino Unido de “grande aliado” que não precisa de quem se soma a guerras vencidas.
  • O Reino Unido começou a preparar o envio de dois navios para o Oriente Médio, com o HMS Prince of Wales pronto para zarpar em cinco dias e o HMS Dragon previsto para sair na próxima semana.
  • O governo britânico permitiu, após recuo inicial, que os EUA utilizassem bases britânicas para ataques defensivos contra depósitos iranianos, enquanto Starmer pediu seriedade e criticou a ofensiva aérea.

O ex-primeiro ministro britânico Tony Blair voltou a se posicionar publicamente sobre o conflito no Oriente Médio, alinhando-se a Donald Trump e criticando a estratégia do governo do Reino Unido frente à ofensiva contra o Irã. Blair disse que, em tema de defesa, a ajuda aos aliados deve ser oferecida quando solicitada, independentemente de quem esteja no poder no momento.

Os comentários foram proferidos durante um evento organizado pelo Jewish News, veículo com linha editorial que sustenta o governo de Israel. Segundo apuração, Blair desafiou a decisão inicial de Keir Starmer, atual premiê, de não autorizar o uso de bases britânicas para ações contra o Irã, e ouviu apoio de corretores de opinião presentes no ato.

Blair lembrou que alianças se testam quando a situação se torna difícil e destacou a importância de defender a relação com os Estados Unidos, independentemente da gestão que estiver à frente. O ex-líder trabalhista também elogiou a cooperação entre Londres e Washington em termos de segurança.

Trump reagiu à postura de Starmer nas redes sociais, insistindo que o Reino Unido não precisa se envolver em guerras que já estariam vencidas. O presidente americano reiterou que o país não depende de aliados que se envolvem em conflitos que não são necessários, acompanhando críticas às decisões britânicas.

O governo britânico confirmou preparativos para enviar dois navios à região. O HMS Prince of Wales recebeu instruções para zarpar em cinco dias, enquanto o HMS Dragon está programado para deixar o país na próxima semana, com destino ao Médio Oriente via Chipre.

Além disso, um bombardeiro americano B-1 foi visto aterrissando na base britânica de Fairford, sinalizando maior uso conjunto de instalações no território. A cooperação militar entre EUA e Reino Unido permanece ativa, mesmo após a tensão pública entre Blair e Starmer.

Mudanças no eixo diplomático

As divergências entre Blair e Starmer coincidem com críticas crescentes do presidente Trump ao líder britânico, que, por sua vez, classificou a ofensiva contra o Irã como de planejamento inadequado. Em resposta, Starmer reiterou que a relação especial com os EUA continua, mas com avaliação cuidadosa de ações militares.

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