- O embaixador dos Emirados Árabes Unidos na ONU, em Genebra, pediu desescalada do conflito entre os EUA e Israel com o Irã e retorno às negociações.
- Desde 28 de fevereiro, o Irã tem atacado estados que hospedam bases americanas no Golfo, provocando interrupções em viagens e negócios.
- O representante afirmou que foram mais de 1.400 ataques contra os Emirados nos últimos dias, com quatro civis mortos e 114 feridos.
- Infraestruturas civis dos Emirados, como usinas de dessalinização e de energia, foram alvo; o país diz estar preparado para proteger locais vitais.
- O embaixador afirmou que bases dos Emirados não seriam usadas para ataques contra o Irã, apesar de terem sido visadas.
O embaixador dos Emirados Árabes Unidos perante as Nações Unidas em Ginebra pediu nesta segunda-feira a desescalada do conflito entre os EUA, Israel e o Irã, e a retomada de negociações. A solicitação foi feita em meio a ataques e tensões na região, que começaram em 28 de fevereiro. O embaixador Jamal Jama al Musharakh afirmou ter posição firme pela redução da violência.
Segundo o visitante, mais de 1.400 ataques contra os Emirados ocorreram recentemente, resultando na morte de quatro civis e ferimentos em 114 pessoas. Infraestruturas civis, incluindo usinas de dessalinização e instalações energéticas, também foram alvo, segundo ele, o que é motivo de preocupação internacional.
Ele destacou que os Emirados estão preparados para proteger pontos vitais, mas não utilizariam suas bases para ataques contra o Irã, apesar de terem sido alvo em meio ao que descreveu como uma ação injustificada.
Contexto regional
As autoridades dos EUA afirmam que o objetivo é neutralizar capacidades de mísseis do Irã e o programa nuclear. O conflito já afetou mercados globais, com queda de ações e alta de preços de petróleo, à medida que alguns grandes produtores reduziram o fornecimento.
Perspectiva norte-americana e impactos
O presidente dos EUA afirmou que não tem interesse em negociações com o Irã e que a guerra poderia terminar apenas com mudanças significativas no Irã. A situação levou a interrupções de viagens e negócios na região, além de fraturas diplomáticas.
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