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Espanhóis nos Emirados Árabes Unidos: família pede que saia, mas vida e trabalho ficam

Cerca de treze mil espanhóis nos Emirados enfrentam incertezas: partir temporariamente ou permanecer confiando em medidas de segurança

Transeúntes en el centro de Dubái (Emiratos Árabes Unidos), el sábado 7 de marzo de 2026.
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  • Tensões no Oriente Médio afetam cerca de 13 mil espanhóis residentes em Emirados Árabes Unidos, com parte buscando deixar o país diante da incerteza.
  • O fechamento intermitente de aeroportos, como os de Dubái e Abu Dabi, complica deslocamentos e leva expatriados a reconsiderar planos de viagem.
  • Abril López Ros, 19 anos, de Málaga, e a irmã Celeste, 27, atuam no setor imobiliário em Dubai; após momentos de susto, decidiram viajar temporariamente para a Turquia em 9 de março, com planos de retornar à Espanha.
  • Há organização informal entre a comunidade: um grupo com mais de 400 espanhóis na embaixada troca rotas alternativas, incluindo deslocamentos por terra e voos de outros aeroportos da região.
  • Mesmo com a insegurança, alguns optam por ficar, confiando nas medidas locais ou esperando esclarecer a situação em semanas, mantendo a rotina de trabalho e vida no país.

Dois terços dos espanhóis no exterior vivem hoje incertezas devido ao aumento das tensões no Oriente Médio. No, Emiratos Árabes Unidos (EAU), a comunidade de cerca de 13 mil espanhóis encara dilemas entre permanecer ou partir, diante de voos e fronteiras que sofrem interrupções.

Entre os afetados, Abril López Ros, 19, natural de Málaga, mora em Dubai com a irmã Celeste, 27, ambas atuando no setor imobiliário. Ao ver as notícias, fizeram o caminho ao deserto, retornaram à cidade dias depois e passaram a viver com sensação de insegurança.

Elas decidiram sair temporariamente. Em 9 de março devem viajar para a Turquia e tentar retornar à Espanha posteriormente, com passagens compradas antes da escalada. A família considera a situação como uma sorte diante de cenários mais amplos.

Cerca de 13 mil espanhóis residem nos EAU, segundo dados do Ministério de Assuntos Exteriores. O fechamento intermitente de aeroportos, como Dubai e Abu Dabi, complicou deslocamentos e reorganizou planos de viagens.

Organização informal entre expatriados

Uma residente de Abu Dabi, que pediu anonimato, descreve a angústia vivida. Há mobilização para cruzar fronteiras por vias alternativas e por outros países da região, com pessoas buscando caminhos via Omã ou aeroportos regionais.

Sobre redes de apoio, um grupo de mensagens com mais de 400 espanhóis ligados à embaixada tem sido utilizado para compartilhar rotas e informações. Algumas pessoas afirmam que a comunicação com a embaixada nem sempre chega, enquanto outras encontram opções com coragem de se adaptar.

Enquanto alguns planejam deixar o país, outros permanecem. Um homem de 31 anos, profissional de audiovisual em Abu Dabi, diz confiar nas medidas de segurança locais e se sente seguro até o momento. Outro, Jaime Bardisa, 40, diretor de projeto, afirma que, se a situação persistir em duas semanas, considerará a mudança.

A comunidade brasileira, bem como residentes de várias nacionalidades, segue navegando entre alerta e rotina. A decisão de partir ou ficar representa dilemas pessoais, associados à construção de vida e trabalho estabelecidos no exterior.

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