- EUA estão próximos de um acordo para retomar operações de inteligência no espaço aéreo do Mali, com voos de aeronaves e drones para monitorar grupos jihadistas ligados à Al-Qaeda.
- Na semana anterior, Washington levantou sanções do ministro da defesa e de outros altos oficiais, após alegações de ligações com mercenários russos, para facilitar o acordo.
- O objetivo é também localizar o piloto missionário americano sequestrado, possivelmente mantido no Mali pelo Jama’at Nusrat al-Islam wal-Muslimin (JNIM).
- O Mali enfrenta insurgência violenta liderada pelo JNIM, que tem atacado ativos de mineração e rodovias no Sahel.
- A cooperação entre EUA e Mali é vista como benéfica para ambos, com discussões sobre onde basear as aeronaves e como retomar as missões de inteligência.
O governo dos Estados Unidos está próximo de um acordo com Mali para retomar operações de reconhecimento remoto no espaço aéreo do país. Washington pretende enviar aeronaves e drones para coletar informações sobre grupos jihadistas ligados à al Qaeda, segundo fontes oficiais.
A medida ocorre após a suspensão de sanções a altos membros do governo maliense, anunciada no fim de fevereiro. O objetivo é convencer Bamako a autorizar voos de inteligência sobre o território vasto e instável, onde insurgentes ganham terreno.
Ações anteriores do governo dos EUA incluíram a retirada de restrições ao ministro da Defesa e outros oficiais. A expectativa é que essa normalização leve Mali a permitir missões de coleta de informações.
Contexto regional
Mali enfrenta uma insurgência violenta coordenada por Jama’at Nusrat al-Islam wal-Muslimin, braço ligado à al Qaeda. A violência afeta comércio, minas de ouro e infraestrutura, ampliando o desafio de segurança no Sahel.
Fontes disseram que um piloto missionário americano, sequestrado por homens armados, pode estar mantido em Mali. O sequestro ocorreu quando o piloto atuava no Níger, segundo relatos anteriores.
O Departamento de Estado não comentou o assunto e o governo maliense não respondeu a pedidos de reunião. Bamako já saudou a decisão de suspender as sanções como um passo para fortalecer a relação com os EUA.
A imprensa indica que a produção de ouro e a geografia do Sahel complicam a segurança regional. O retorno de operações de inteligência busca melhorar a vigilância contra redes jihadistas sem violar a soberania mali.
Relações entre Washington e Bamako ganharam novo impulso após visitas de representantes americanos. A gestão republicana vê a cooperação como instrumento para estabilidade regional e cooperação de segurança alimentar.
A agência de análise estratégica cita nuances diplomáticas, destacando que a relação pode depender de respeito à soberania e de interesses mútuos. Observadores destacam que o cenário continua sujeito a choques políticos internos.
A colocação de bases de voos de inteligência ainda não foi definida. Mali pode apoiar uma solução em território vizinho, como a Costa do Marfim, caso seja necessário para cobrir áreas estratégicas.
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