- França, Grécia e Chipre reforçam apoio a Chipre após ataque com drone iraniano, destacando missão defensiva para garantir a liberdade de navegação no Mediterrâneo Oriental.
- Base Andreas Papandreu, em Pafos, recebe cinco aeronaves enviadas pela Grécia para defender a ilha.
- Turquia envia seis caças F-16 e um sistema de defesa antiaéreo para a base no norte de Chipre, movimento sem precedentes em 28 anos.
- Autoridades ressaltam que a segurança de Chipre é responsabilidade da União Europeia e veem a ação como demonstração de solidariedade europeia.
- Reações regionais incluem críticas da Turquia sobre o aumento de militarização; cipriota-otomano pede diálogo e afirma que a presença não deve ser interpretada como ameaça.
Em França, Grécia e Chipre reforçaram a cooperação militar após um ataque com drone iraniano a uma base britânica em Chipre, na semana passada. Macron, Christodoulides e Mitsotakis deram uma declaração conjunta em Pafos, destacando a defesa da ilha e a liberdade de navegação no Mediterrâneo Oriental. A ação envolveu o envio de aeronaves gregas para apoiar Chipre.
Os líderes ressaltaram que a resposta é defensiva e visa garantir a segurança regional. Em Pafos, a base Andreas Papandreu recebeu cinco aeronaves gregas como parte do apoio de Paris e Atenas à defesa de Chipre. Além disso, as sirenes soaram na base vizinha de Akrotiri, na manhã de segunda-feira, após detecção de objetos suspeitos.
A ofensiva diplomática ocorre enquanto várias operações aéreas em Chipre foram impactadas. Voos para Larnaca e Pafos foram cancelados, com Hermes informando que a conectividade com a Europa foi restabelecida ao meio-dia. Os alto-falantes da base britânica de Akrotiri também voltaram a soar durante a manhã.
Turquia envia seis F-16 e sistema antiaéreo ao Norte de Chipre
A Turquia, que controla a parte norte da ilha desde 1974, enviou seis caças F-16 e um sistema de defesa antimíssil à base da República Turca do Norte de Chipre. Segundo a imprensa turca, o movimento é sem precedentes em 28 anos. O aumento do efetivo militar ocorre em meio a tensões entre Grécia e Turquia, dois dos canais de garantia da ilha segundo a constituição de 1960.
O presidente chipriota afirmou que a decisão turca reflete a comunicação da UE sobre a responsabilidade de Chipre. Tufan Erhürman, líder turcochipriota, defendeu que o envio deve ser visto como parte da segurança de toda a ilha, afastando a leitura como ameaça. Oficial turcocriticou a ampliação de forças ao redor de Chipre, associando-a a críticas a viagens de defesa na região.
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