- Os preços do petróleo subiram cerca de 7% nesta segunda-feira, atingindo o maior nível desde 2022, após cortes de fornecimento da Arábia Saudita e de outros membros da Opep em meio à escalada da guerra envolvendo Irã.
- Os contratos Brent fecharam em US$ 98,96 por barril, alta de 6,8%, e o WTI fechou em US$ 94,77 por barril, alta de 4,3%, os melhores fechamentos desde agosto de 2022.
- Durante a sessão, o Brent atingiu máximo de US$ 119,50 e o WTI US$ 119,48, ambos os patamares intradiários mais altos desde junho de 2022, próximos de recordes históricos de 2008.
- O Estreito de Ormuz ficou praticamente fechado pela guerra, dificultando o fluxo de cerca de um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito globais.
- A Aramco sinalizou cortes adicionais e alternativas de envio por Yanbu; a recuperação total das exportações do Golfo pode levar de seis a sete semanas, segundo a empresa de dados Kpler, enquanto EUA e G7 estudam uso de reservas estratégicas para conter pressões inflacionárias.
O preço do petróleo subiu cerca de 7% nesta segunda-feira (9), atingindo o nível mais alto desde 2022, após cortes de produção promovidos pela Arábia Saudita e outros membros da Opep durante a escalada da guerra no Irã. A volatilidade ficou acentuada pela possibilidade de uso de reservas estratégicas pelos EUA e pelo G7 para conter a alta da energia.
Durante a sessão, o Brent fechou em 98,96 dólares por barril, alta de 6,8% frente ao domingo. O WTI, nos Estados Unidos, terminou em 94,77 dólares, ganho de 4,3%. Ambos os contratos registraram seus fechamentos mais altos desde agosto de 2022, em meio às tensões no Oriente Médio.
No início das negociações, o Brent chegou a 119,50 dólares, e o WTI a 119,48 dólares, máximas intradiárias desde junho de 2022. As cotações refletem o impacto da escalada do conflito entre EUA e Israel contra o Irã, com ataques que ampliaram as interrupções no fornecimento.
Desde o bombardamento do Irã em 28 de fevereiro, o Brent acumulou alta de cerca de 65%, enquanto o WTI subiu aproximadamente 78%. A linha dura do Irã também intensificou o tom regional, com demonstrações de apoio ao novo líder supremo, aiatolá Mojtaba Khamenei.
A Aramco iniciou cortes de produção em dois campos, somando-se às reduções já anunciadas por Emirados Árabes, Iraque, Kuwait e Catar. Os carregamentos continuam a enfrentar bloqueios, agravando as dificuldades de armazenagem e transporte.
O estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de um quinto do petróleo global, permaneceu praticamente fechado, segundo relatos. Um petroleiro grego, entretanto, navegou pela passagem com petróleo saudita, sinalizando tentativas de manutenção de fluxo comercial.
Especialistas da Kpler indicaram que, mesmo com eventual reabertura de Ormuz nas próximas semanas, pode levar de seis a sete semanas para as exportações do Golfo voltarem à capacidade plena. A Aramco ofereceu mais de 4 milhões de barris em licitações para mitigar o fechamento.
As autoridades e analistas acompanham o desdobramento dos conflitos, com impactos esperados nos mercados globais de energia, inflação e cadeias de suprimentos. A situação permanece em evolução e não há conclusão previsível.
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