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Irã ataca o Golfo após ataques de EUA e Israel; preço do petróleo aumenta

Nova ofensiva iraniana com drones atinge a maior refinaria de Barém, deixa 32 feridos e eleva os preços do petróleo no Golfo

Los bomberos trabajan para extinguir un incendio en la refinería de Maameer, en Baréin, tras un ataque israelí, este lunes.
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  • Um ataque iraniano com drones feriu 32 pessoas e provocou incêndio na maior refinaria de Baréin, na ilha de Sitra; a empresa Bapco Energies declarou força maior.
  • Os ataques, aliados a bombardeios israelenses a instalações energéticas iranianas, contribuíram para a alta dos preços do petróleo, com o Brent acima de 100 dólares o barril e o WTI acima de 103 dólares.
  • Em Israel, o impacto de um míssil iraniano deixou 1 morto e 2 feridos graves, elevando para 11 o total de mortos no país.
  • Países da região anunciaram defesas antiaéreas ativas durante a madrugada após ataques com drones e mísseis; Arábia Saudita interceptou dois mísseis balísticos e 11 drones, entre outros incidentes na região.
  • Autoridades e líderes reagiram: o presidente Donald Trump afirmou que a decisão de encerrar o conflito será tomada em conjunto com o premiê israelense, Benjamin Netanyahu, enquanto Ursula von der Leyen chamou a atenção para manter o foco na situação real.

Os bombardeios continuam no Golfo: Irã lançou uma nova ofensiva com drones, atingindo a maior refinaria de petróleo de Baréin e provocando ferimentos em dezenas de civis. O incidente ocorreu na madrugada e mergulha a região em mais uma rodada de violência.

Segundo autoridades locais, 32 pessoas ficaram feridas, entre elas crianças, e um incêndio foi registrado na refinaria de Maamer, na ilha de Sitra. A central de Baréin declarou que o fogo já foi contido. A petrolífera estatal Bapco Energies acionou a força maior para cumprir contratos diante da interrupção.

Em Israel, um míssil disparado a partir do Irã atingiu o centro do país, deixando um morto e dois feridos graves. O episódio elevou para 11 o total de mortes no território israelense desde o início dos ataques, segundo fontes oficiais.

Paralelamente, ataques de Irã atingiram outros pontos da região, incluindo Qatar e Emirados Árabes, com defesas aéreas de países da região sendo acionadas durante a madrugada. A ofensiva acontece no marco de tensões entre EUA, Israel e Teerã, que já provocou impactos nos mercados.

O preço do petróleo reagiu de forma expressiva. O barril Brent ultrapassou a marca de 100 dólares, com alta de cerca de 15% neste início de semana. O West Texas Intermediate também registrou valorização relevante, acima de 103 dólares, refletindo o temor de interrupções na oferta.

Na UE, Ursula von der Leyen afirmou que não se deve perder tempo com debates sobre legitimidade do conflito e pediu foco na situação real. Ela destacou que a União Europeia acompanha os desdobramentos com atenção e busca respostas para a estabilidade energética.

Defesas aéreas dos demais países da região – Saudi, Emirados e Kuwait – também reportaram interceptações de ataques com drones e mísseis. Houve confirmação de ataques a instalações petrolíferas e a bases militares, com respostas e alertas de segurança alimentando o clima de incerteza.

A sequência de ataques ocorre no nono dia de combates, que envolvem EUA e Israel contra alvos iranianos, com desdobramentos políticos indiretos. Trump e Netanyahu discutem estratégias, enquanto o Irã nomeou um provável sucessor do líder supremo, ampliando o entendimento de uma resposta regional multilateral.

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