- As negociações sobre o plano de Gaza de Donald Trump ficaram em pausa desde a semana passada, quando a guerra entre EUA/Israel e Irã começou, atrasando as conversas de desarmamento.
- A suspensão ameaça atrasar a implementação do plano, que depende de Hamas entregar armas em troca de anistias para avançar com reconstrução e retirada israelense.
- Mediadores norte-americanos vinham atuando nos bastidores entre Israel e Hamas sobre o desarmamento, mas a escalada no Oriente Médio interrompeu as tratativas.
- Hamas confirmou a pausa nas negociações; contatos com mediadores egípcios, qatari e turcos estavam marcados para o dia da crise, mas foram cancelados sem nova data.
- Especialistas apontam que o conflito com o Irã pode reduzir o apoio financeiro prometido por estados do Golfo e atrasar o planejamento de paz.
O plano de Gaza de Donald Trump está suspenso. A pausa ocorre desde a semana passada, quando EUA e Israel disseram ter atacado o Irã, desencadeando uma escalada no Oriente Médio. As negociações para avançar a iniciativa de paz ficaram paralisadas, segundo três fontes com conhecimento direto do processo.
A paralisação ameaça dificultar a implementação da proposta de Trump para encerrar a guerra em Gaza, apresentada como objetivo central de sua política externa. O período recente trouxe promessas de apoio financeiro de estados árabes do Golfo, que agora enfrentam ataques iranianos à medida que o conflito se amplia.
As negociações envolvem, entre outros, o grupo Hamas, a mediação de EUA e governo israelense e emissores de fundos de países árabes. As fontes indicam que o eixo disarmamento e anistia para combatentes tem sido ponto focal, com liquidez condicionada ao desarmamento.
Pausa nas conversas e atuação de mediadores
Hamas confirmou a suspensão das conversas sobre o plano de Trump, segundo uma das fontes. A pausa é descrita como temporária, decorrente de problemas de rotina de viagem que impediram mediadores de se deslocarem pela região. As reuniões costumavam ocorrer em Cairo.
Fontes associadas à missão de Paz de Trump apontam que a expectativa é que, a longo prazo, a resolução do desarmamento possa ocorrer com a retirada de influência iraniana, historicamente fortalecedora de Hamas. As negociações seguem, na prática, com menor visibilidade.
Analistas destacam que o fluxo de financiamento a partir de Emirados Árabes Unidos, Qatar e outros parceiros pode mudar diante dos acontecimentos atuais. Esses países já tinham mostrado ceticismo sobre investir sem avanços claros na segurança regional.
Israel tem reduzido ataques diretos em Gaza desde o início do conflito atual, mas mantém ofensivas militares em resposta a ameaças da Hamas. Ao longo das últimas semanas, intensificações de hostilidades foram registradas em várias frentes, com mortes reportadas.
Contexto e cenário regional
A iniciativa de Trump prevê cessar-fogo com reparos em infraestrutura e retirada de tropas israelenses, em troca de compromissos do Hamas. O desenho de cooperação regional envolve cadeias de apoio, reconstrução e coordenação com a comunidade internacional.
A operação de mídia diplomática tem sido conduzida a partir de um centro de coordenação militar em território israelense, com participação de diplomatas estrangeiros. A atuação sofreu ajuste diante da escalada do conflito com o Irã.
Especialistas afirmam que o desfecho depende da continuidade da atenção da administração de Trump ao tema, que pode ser comprometida pela prioridade dada à guerra com o Irã. O desfecho das negociações ainda não tem data definida.
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