- O ministro Mauro Vieira conversou por telefone com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, para tratar da viagem do presidente Lula a Washington.
- Lula pretende fazer uma visita oficial à Casa Branca para se reunir com o presidente Donald Trump, mas a data ainda não foi definida.
- Vieira pediu que os EUA nãoclassifiquem facções criminosas brasileiras, como PCC e Comando Vermelho, como Organizações Terroristas Estrangeiras.
- Diplomatas brasileiros temem que o combate ao narcotráfico e a classificação de grupos como terroristas sirvam como justificativa para operações militares na região.
- A ideia de designar tais facções como terroristas tem apoio de Rubio e pode ser encaminhada ao Congresso nos próximos dias.
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, ligou para o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, na noite de domingo (8). O objetivo foi tratar da viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Washington e da possibilidade de uma visita oficial à Casa Branca. A ligação ocorreu para alinhavar detalhes logísticos e políticos entre os dois governos.
Lula pretende se reunir com o presidente dos EUA, Donald Trump, em visita a Washington. A data da viagem ainda não está definida, em razão de dificuldades de agenda entre as autoridades brasileiras e americanas. As informações são de fontes do governo ouvidas pela GloboNews.
Além da viagem, Vieira abordou com Rubio a preocupação brasileira com a eventual classificação de facções criminosas brasileiras como organizações terroristas pelos EUA. O objetivo é evitar que o combate ao narcotráfico seja usado para justificar ações militares na região.
Risco de uso político no debate
Diplomatas brasileiros temem que a designação de grupos como terroristas sirva para fundamentar operações extraterritoriais. A discussão não é nova nos Estados Unidos e já ganhou visibilidade em administrações anteriores, com impactos políticos e de segurança regional.
Fontes próximas ao governo dos EUA indicam que a ideia é liderada por Rubio e está adiantada junto ao Congresso para eventual ratificação. A pauta é considerada sensível para as relações entre Brasil e Estados Unidos, com impactos potenciais na cooperação bilateral.
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