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Conteúdo supremacista envolve jovens em planos de ataques no Sudeste Asiático

Polícias da região identificam jovens radicalizados por conteúdo supremacista online, com monitoramento e risco de novos ataques

Workers work inside a mosque where explosions occurred the previous day, at a school complex in Jakarta, Indonesia, November 8, 2025. REUTERS/Willy Kurniawan/File Photo
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  • Em Singapura, Indonésia e outros países do Sudeste Asiático, jovens estão sendo monitorados ou detidos por se radicalizarem com conteúdo extremista de esquerda, incluindo o supremacismo branco, difundido principalmente por Telegram.
  • O caso mais recente ocorreu em Jakarta, Indonésia, após um ataque a um campus de escola em novembro que deixou 96 feridos; o suspeito foi detido e está sob cuidado de serviços de proteção à criança.
  • Autoridades dizem que pelo menos 97 jovens, com a mais nova idade de 11 anos, teriam sido influenciados por conteúdos que glorificam violência e extremismo de direita, muitos via redes sociais.
  • Os investigadores apontam que alguns já planejavam atos violentos após o atentado de Jakarta; outros buscavam proteger a composição racial e religiosa existente nos seus países, com motivações variadas.
  • Países da região discutem cooperação regional pela primeira vez para enfrentar essa radicalização, com medidas que vão desde moderação de conteúdo até programas de reabilitação para jovens detidos.

SINGAPORE/JAKARTA — Uma onda de radicalização entre adolescentes inspira ataques inspirados por supremacistas brancos nações do Sudeste Asiático. Em Jakarta, um ataque a uma escola no início de novembro deixou 96 feridos. A polícia informou que o suspeito carregava um rifle de brinquedo com inscrições ligadas a assassinos em massa de supremacia branca.

Ao todo, pelo menos 97 jovens estão sob monitoramento após serem expostos a conteúdos que exaltam violência de massa e ideologias extremistas, principalmente em canais de mensagens. Dois casos já indicaram planos de violência após o atentado de Jakarta, segundo autoridades.

O fenômeno não se restringe à Indonésia. Em países como Singapura, Malásia, Tailândia e Filipinas, autoridades relatam aumento de jovens planejando ataques inspirados por extremistas de direita. A presença de conteúdo extremista em plataformas digitais tem sido apontada como fator-chave.

Cooperação regional e plataformas digitais

Não brilha apenas a atuação policial. Singapura deteve quatro jovens desde 2020 por se envolverem com ideologias extremistas de direita e planejarem ataques, segundo o Internal Security Department. Autoridades destacam que nem todos os envolvidos são brancos, mas muitos passaram por radicalização por meio de comunidades online.

Telegram, foco central de divulgação, é apontado por autoridades como canal de recrutamento e de criação de senso de pertencimento entre os jovens. A plataforma afirma manter diálogo com autoridades e remover conteúdos que violem os termos de serviço quando denunciados.

Em uma linha comum aos casos, jovens radicalizados por conteúdos de extremismo são descritos como dispostos a adotar discursos de violência para manter a suposta composição racial ou religiosa existente em seus países.

Contexto regional e esforços de reabilitação

Especialistas ressaltam que muitos jovens sob vigilância apresentam vulnerabilidades como isolamento e niilismo, o que facilita a adesão a mensagens de ódio. O estudo de padrões na região aponta que algoritmos de redes sociais podem sugerir conteúdos extremistas a usuários jovens.

Entre as medidas, Indonésia planeja restringir o acesso de menores de 16 anos a redes sociais, como parte de ações para conter a radicalização. Em Singapura, entidades como o Grupo de Reabilitação Religiosa trabalham com adolescentes detidos para promover reinserção social.

O caso de Jakarta envolve um menor sob custódia de assistência à criança, com a acusação ainda sem denúncia formal. Familiares indicam desejo de evitar punição severa, buscando apoio psicossocial e orientação.

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