- Em 3 de abril de 2022, o engenheiro Sergey Emelyanov foi morto em Bucha, próximo a Kiev, após sair para buscar combustível durante a ocupação russa.
- A investigação ucraniana aponta três militares russos do 234.º Regimento de Asalto Aéreo, sob comando de Yuri Kim, como responsáveis pelo assassinato.
- Dois disparos tiraram a vida de Emelyanov; o corpo foi deixado na estrada e o Volkswagen azul dele acabou utilizado pelos ocupantes em dias seguintes.
- A polícia rastreou o uso de telefones móveis para chegar aos autores; Isakov ligou para a Rússia cerca de meia hora após a última chamada de Emelyanov.
- Em fevereiro de dois mil e vinte e quatro a polícia informou as acusações contra os três militares na ausência; a família da vítima segue buscando justiça e reconhecimento da verdade.
O engenheiro Sergey Emelyanov, de 37 anos, foi assassinado em Bucha, próximo a Kiev, durante a ocupação russa em 3 de abril de 2022. A vítima saiu para buscar combustível e acabou atingida por dois disparos, segundo a investigação ucraniana. O corpo ficou abandonado até ser recolhido dias depois.
A identidade da vítima foi confirmada pela empresa Kyivstar, que reconheceu a morte do funcionário. Familiares e testemunhas foram localizados ao longo dos meses, com a investigação avançando até apontar três militares russos como autores, acusados em fevereiro de 2024 e formalizados em março em ausência.
Os três acusados pertenciam ao 234º Regimento de Assault Aircraft da 76ª Brigada de Fuzileiros Blindados das Forças Armadas russas. O responsável pela ordem de execução seria Yuri Kim, comandante de pelotão com base na região de Moscou. Vladislav Pervunin e Andrei Isakov teriam realizado os disparos e acionado o comando por rádio após o crime.
A ação ocorreu próximo à fronteira entre Bucha e Gostómol, em área sob ocupação russa. Emelyanov foi visto pela última vez perto de um controle militar; o veículo dele, um VW azul, foi apreendido pelos militares. O corpo permaneceu na via pública antes de ser removido durante o recuo russo, em abril de 2022.
A investigação usou o rastreamento de números de celulares para conectar dispositivos usados pelos suspeitos à linha de Emelyanov. Os investigadores apontam que, pouco após a última chamada, um dos acusados ligou para a Rússia com o mesmo número. As autoridades destacam que várias linhas ucranianas foram usadas nos dias do ataque.
A família permanece sob acompanhamento emocional e jurídico, buscando justiça. A viúva, Julia, vive atualmente na Noruega com a filha Polina. Os investigadores asseguram que seguirão buscando responsabilização dos autores e apoio às vítimas.
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