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Governo Milei concede refúgio político pela 1ª vez a condenado do 8 de janeiro na Argentina

Comissão Nacional para Refugiados (Conare) concede refúgio político a brasileiro condenado pelo oito de janeiro que fugiu para a Argentina, suspendendo extradição

Radical segura bandeira do Brasil durante invasão ao Congresso em Brasília — Foto: REUTERS/Adriano Machado
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  • A Comissão Nacional para Refugiados (Conare) da Argentina concedeu refúgio político a Joel Borges Corrêa, brasileiro condenado pelo STF pela participação nos atos de 8 de janeiro de 2023 em Brasília.
  • Corrêa fugiu para a Argentina em 2024 e passou a ser considerado foragido no Brasil.
  • A decisão foi anunciada nesta terça-feira, 10 de março, e representa o primeiro pedido de refúgio de um condenado pelo 8 de janeiro a ser concedido pela Argentina.
  • O governo argentino já havia sido informado sobre os pedidos e, anteriormente, havia sido solicitada a extradição de Corrêa pelo Brasil; em dezembro, tribunal argentino decidiu pela extradição dele e de outros quatro brasileiros.
  • Corrêa afirmou ao Conare que era perseguido por questões políticas, que não cometeu os crimes pelos quais foi condenado e que decidiu fugir após cortar a tornozeleira eletrônica.

A Argentina concedeu refúgio político, nesta terça-feira (10/3), a Joel Borges Corrêa, brasileiro condenado pelo STF por participação nos atos de 8 de janeiro de 2023, em Brasília. O Conare decidiu manter Corrêa no território argentino, onde ele passou a residir após fugir do Brasil em 2024.

Corrêa, caminhoneiro de Tubarão (SC), foi condenado a mais de 13 anos de prisão. Ele cruzou a fronteira para a Argentina em 2024, depois de deixar o Brasil durante o andamento de sua sentença, quando já era considerado foragido no país.

Segundo documentos do Conare, o brasileiro alegou perseguição por suas opiniões políticas e afirmou ter ido a Brasília apenas para protestar contra o governo. Ele sustenta não ter cometido os crimes pelos quais foi condenado.

Em entrevista ao Conare, Corrêa disse ter tomado a decisão de protestar após a vitória de Lula, sem participação ativa em vandalismo ou planos de golpe. Também mencionou condições degradantes na prisão brasileira, como superlotação.

Este é o primeiro pedido de refúgio de um condenado pelo 8 de janeiro a ser concedido pela Argentina. Em 2023, o governo argentino já havia listado brasileiros que buscavam refúgio após condenações pelo STF.

A Justiça brasileira vem buscando extradição de alguns foragidos na Argentina. Em dezembro, um tribunal argentino decidiu pela extradição de Corrêa e de mais quatro brasileiros na mesma situação.

Para o advogado de Corrêa, Pedro Gradin, a decisão de refúgio suspende o processo de extradição. Ele afirmou que, com as formalidades cumpridas, a justiça deverá determinar a libertação de Borges.

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