- Os Estados Unidos destacaram o porta-aviões USS Gerald R. Ford e escorts, chegando a Souda, Creta, há cerca de duas semanas, antes de seguir para o leste com mísseis a bordo.
- O Reino Unido enviou helicópteros Wildcat com tecnologia anti‑drone, colocou caças F‑35B em Chipre e planeja enviar o destróier HMS Dragon para a região.
- A França deslocou o porta-aviões Charles de Gaulle, com cerca de uma dúzia de navios, esteve próximo de Creta e rumava a Chipre; outra fragata francesa ficou em Souda.
- A Alemanha enviou a fragata FGS Nordrhein-Westfalen para a região de Chipre em oito de março; a Grécia também reforçou com as fragatas Belharra Kimon e Psara, quatro caças F‑16 e sistema Patriot para proteção de Creta oriental.
- Espanha enviou a fragata Cristóbal Colón, já atracada em Souda; os Países Baixos preparam a fragata de defesa aérea HNLMS Evertsen; a Turquia enviou seis F‑16 e sistemas de defesa aérea para o norte de Chipre.
A presença militar ocidental no leste do Mediterrâneo ganhou dimensão diante do conflito com o Irã, com foco na proteção de Cyprus após um drone de produção iraniana atingir uma base britânica na ilha em 2 de março. Diversos países acoplaram ativos navais e aéreos à região desde o dia 28 de fevereiro, quando o confronto ganhou contornos mais relevantes.
Os Estados Unidos deslocaram o porta-aviões USS Gerald R. Ford ao porto base Souda, em Creta, há cerca de duas semanas, antes de seguir rumo ao leste com navios de escolta carregados de mísseis. A manobra amplia a presença dos EUA na área, já marcada por operações anteriores.
Reforços britânicos e franceses
A Grã-Bretanha enviou helicópteros Wildcat com tecnologia de contradrone e colocou caças F-35B adicionais em Cyprus, juntando-se aos Typhoon FGR4 já presentes. A Britânia anunciou também o envio do destróier HMS Dragon à região.
A França deslocou a própria frota para o leste do Mediterrâneo, com o porta-aviões Charles de Gaulle acompanhado por uma flotilha de cerca de uma dúzia de navios. Um contratorpedeiro francês ficou em Souda na semana passada e o navio continua atuando próximo a Creta.
Presença alemã, italiana e espanhola
A Alemanha enviou a fragata FGS Nordrhein-Westfalen para a região no dia 8 de março. A Itália posicionou a fragata Martinengo em Souda, com planos de seguir para Cyprus. A Espanha deslocou a fragata Cristóbal Colón, da classe Álvaro de Bazán, também para o leste do Mediterrâneo.
Grécia e aliados próximos
A Grécia reforçou sua defesa aérea com a fragata Belharra Kimon, a fragata MEKO 200 Psara equipada com o sistema anti-drone Centauro, além de quatro caças F-16 Viper deslocados a Cyprus ocidental. Um sistema Patriot foi implantado na ilha de Karpathos para cobrir Creta oriental.
Outras participações regionais
A Holanda sinalizou a preparação para enviar a fragata de defesa aérea Evertsen à região. A Itália, em cooperação com parceiros da UE, já colocou a fragata Martinengo em operação com a expectativa de seguir para Cyprus nas próximas horas.
Turquia e situação regional
A Turquia encaminhou seis aeronaves F-16 e sistemas de defesa aérea para o norte de Cyprus, área sob controle de uma entidade turco-cipriota, reconhecida apenas por Ancara. A atuação de Ancara acrescenta dinamismo ao cenário de segurança no Mediterrâneo oriental.
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