- CAIR afirmou que a islamofobia nos EUA chegou a recorde em 2025, com 8.683 denúncias contra muçulmanos e árabes, o maior desde o início do rastreamento em 1996, ante 8.658 em 2024.
- As principais queixas são discriminação no emprego (12,7%), imigração e asilo (6,5%), incidentes de ódio (6,4%) e discriminação em viagens, como listas de watchlists e triagens (5,6%).
- A organização liga o aumento ao estado de crackdown do governo sobre protestos pró-Palestina e imigração, dizendo que há uso de casos isolados para mirar grupos inteiros.
- O presidente afirma que as ações visam reduzir a imigração ilegal e melhorar a segurança interna; defensores dizem que as medidas são inseguras e violam o due process.
- Destaques locais incluem foco sobre muçulmanos em Minnesota (com a comunidade somali), casos de imigrantes afegãos e tentativas de deportação de pessoas como Mahmoud Khalil e Leqaa Kordia.
Recorde de islamofobia nos EUA em 2025, segundo a CAIR, foi em parte impulsionado pela repressão a protestos pró-Palestina e a medidas de imigração. A organização registrou 8.683 denúncias antiárabes e antimuçulmanas no ano, ante 8.658 em 2024.
A maior parte das queixas envolve discriminação no emprego (12,7%), imigração e refúgio (6,5%), incidentes de ódio (6,4%) e discriminação em viagens, como listas de vigilância e filtragens governamentais (5,6%).
Imigração
Trump sustenta que a ação visa reduzir a imigração ilegal e reforçar a segurança interna. Defensores afirmam que a repressão é insegura e fere o devido processo. A CAIR aponta alvo específico em comunidades muçulmanas, como entre somalis em Minnesota.
Minnesota registrou 693 denúncias, quase o dobro de 2024 (353). A organização também cita casos de imigrantes afegãos após ataques a dois soldados da Guarda Nacional em Washington, em novembro, como exemplos de acusações.
Protestos
Trump afirma que manifestantes pró-Palestina são antissemita e apoiam extremistas. A gestão chegou a medidas para deportar estrangeiros envolvidos em protestos, a ameaça de congelar recursos para universidades onde houve protestos e o endurecimento de checagens de comentários online de imigrantes.
CAIR afirma que a administração enquadrou qualquer defesa de direitos palestinos como ameaça. Casos de deportação destacam ainda ações contra indivíduos com histórico de fraude, segundo a organização.
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