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Ataque com drones mata três, incluindo cooperante francesa, no leste da RDC

Ataque com drones em Goma deixa três mortos, entre eles uma funcionária da Unicef, ampliando a crise humanitária e a pressão por cessar-fogo

Cascos azules de la ONU custodian la casa atacada por un dron este miércoles en Goma, República Democrática del Congo.
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  • Um ataque com pelo menos dois drones atingiu Goma, na República Democrática do Congo, na madrugada de quarta-feira, deixando três mortos e vários feridos, incluindo Karine Buisset, trabalhadora francesa da Unicef.
  • O grupo M23 acusou o Exército congoleño, enquanto o governo não comentou oficialmente; uma casa alugada por funcionários da Unicef e da agência europeia ECHO foi atingida, próxima à residência de Corneilla Nangaa.
  • Os impactos ocorreram por volta de 04h30, no bairro Himbi, causando danos materiais e um incêndio na casa de trabalhadores humanitários.
  • O M23 disse que o ataque visava o “mando” da guerrilha, tanto político quanto militar; um segundo drone teria atingido a residência de Nangaa e acabou caindo no lago Kivu.
  • Reações internacionais: o presidente Emmanuel Macron e a comissária Hadja Lahbib condenaram o ataque e destacaram a proteção a trabalhadores humanitários; a ONU Monusco pediu o cessar da violência e respeito ao direito humanitário.

Um ataque com drones deixou três mortos, incluindo uma funcionária francesa da UNICEF, em Goma, maior cidade do leste da República Democrática do Congo, durante a madrugada de quarta-feira. O conjunto de ações foi realizado com pelo menos dois aparelhos não tripulados, em uma ofensiva contra a cidade, segundo informações locais e agências.

Entre os falecidos está Karine Buisset, da UNICEF, confirmada pela própria agência e pelo presidente Emmanuel Macron. O governo congolês ainda não se pronunciou oficialmente sobre o incidente. A comissária europeia Hadja Lahbib também condenou o ataque, destacando a proteção de trabalhadores humanitários no direito internacional humanitário.

Os danos ocorreram por volta das 04h30, no bairro de Himbi, em Goma, atingindo residências e provocando incêndio em uma casa atingida por um dos drones. A área abriga figuras políticas e empresariais, além de haver relatos de impactos materiais significativos.

Segundo o grupo rebelde M23, o ataque teve como objetivo o comando político e militar da guerrilha, enquanto o governo não comenta o episódio. Um representante do M23 afirmou que a residência alvo era alugada por funcionários da UNICEF e da agência de ajuda humanitária europeia ECHO.

A segunda aeronave teria mirado a residência do coordenador político do M23, Corneilla Nangaa, mas acabou caindo no lago Kivu. Nangaa posteriormente informou que o ataque visava eliminar os seus chamados “cabos” da organização, incluindo o principal líder militar, o general Sultani Makenga.

Testemunhas indicam que o drone atingiu a residência de trabalhadores humanitários, com o teto desabando e fogo ativo. Até as 09h, o fogo persistia em parte da edificação, enquanto moradores seguiam com atividades normais em outras áreas do bairro.

Analistas apontam que o ataque marca uma escalada recente de operações com drones no leste do país. Dados de observatórios indicam aumento de ações com DRONES por ambas as partes desde o fim de janeiro, em Gabon e norte de Goma, sugerindo uma possível ofensiva maior para retomar áreas de Kivu do Norte.

Contexto internacional e humanitário

Desde 2024, a violência na região é marcada por conflitos envolvendo grupos rebeldes, milícias e a presença da MONUSCO, a missão da ONU. O conflito já deixou mais de 10 milhões de mortos ao longo de décadas, além de milhões de deslocados, segundo órgãos da ONU.

No terreno, o RDC tem utilizado drones chineses CH-4 e turcos TAI Anka, além de aeronaves de combate, em operações contra insurgentes. A escalada recente aumenta a preocupação com a proteção de civis e trabalhadores humanitários na região.

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