- EUA e Israel intensificaram ataques aéreos contra alvos ligados ao Irã na região, enquanto Teerã ameaça reprimir protestos internos.
- O conflito, já no seu 12º dia, manteve ataques entre Israel, Líbano e países do Golfo, com o Estreito de Hormuz sendo usado para envios de petróleo bloqueado.
- A Guarda Revolucionária do Irã prometeu bloquear cargas de petróleo do Golfo se ataques dos EUA e de Israel continuarem.
- Ataques incluíram mísseis contra bases nos Emirados Árabes Unidos e no Iraque, drones contra instalações militares no Bahrein e novas ações contra alvos dos EUA na região.
- Autoridades iranianas afirmam que civis iranianos já somam mais de milhares mortos desde o início da ofensiva, com dezenas de bases militares dos EUA atingidas e várias infraestruturas danificadas.
O conflito no Oriente Médio ganhou nova rodada de bombardeios entre EUA, Israel e forças iranianas, enquanto o governo de Teerã intensifica a repressão a protestos internos. Na terça-feira, os ataques recíprocos se prolongaram para Israel, Líbano e Estados do Golfo, marcando o 12º dia de hostilidades. A escalada ocorre em meio a quedas e altas repentinas de preços de energia no mercado global.
A Guarda Revolucionária do Irã prometeu bloquear envios de petróleo pelo Golfo caso ataques dos EUA e de Israel continuem. Em resposta, bases americanas em Qatar, Iraque e Emirados Árabes Unidos foram alvejadas por mísseis e drones, conforme relatos de autoridades iranianas e de agências internacionais. Um drone atingiu uma instalação diplomática dos EUA no Iraque, sem feridos relatados.
No território israelense, sirenes e sirenes de alerta marcaram a madrugada, com multidões buscando abrigo em bunkers ao receber alertas de possível ataque de mísseis. Confrontos foram ampliados após ataques israelenses a Beirut, que mira grupos vinculados ao Irã, incluindo a Hezbollah. Em Teerã, moradores relataram a madrugada mais intensa desde o início do conflito, com explosões e deslocamento de pessoas.
Estado iraniano e repressão a dissidência
O governo iraniano suspendeu parcialmente a circulação de informações sobre protestos e intensificou a repressão interna, afirmou a polícia ao descrever a atuação de forças de segurança como resposta a possíveis manifestações. Autoridades anunciaram a prisão de dezenas de indivíduos sob a acusação de espionagem para “os inimigos”. O Ministério da Inteligência também divulgou ações contra supostos espiões.
As cifras oficiais sobre vítimas variam: o governo iraniano aponta centenas de mortos entre civis e militares desde a ofensiva iniciada em fevereiro, enquanto outras fontes relatam dezenas de mortes em ataques de Israel a Lebano e nos demais frentes. O Pentágono informou perdas entre tropas americanas, com dezenas de feridos, em meio às ações conjuntas com aliados regionais. As informações refletem um panorama em constante atualização.
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