- A dentista israelense Esi Sharon-Sagie voltou a atuar na identificação de vítimas de guerra, agora para restos cuja identificação visual é impossível, após um ataque em solo iraniano em 28 de fevereiro.
- Ela já ajudou a identificar os restos do último refém israelense mantido em Gaza, usando odontologia forense que compara radiografias com prontuários dentários.
- O conflito atual intensificou-se após o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023, causando centenas de mortes em um único dia e deixando muitos casos não resolvidos por meses.
- Em torno de mil duzentos falecidos foram identificados ao longo de meses, com muitos corpos gravemente queimados, tornando a identificação por odontologia essencial.
- Em janeiro de 2026 foram encontrados os restos do último dos 251 reféns, e Sharon-Sagie integrou a equipe que identificou Ran Gvili em um cemitério no norte de Gaza.
A dentista israelense Esi Sharon-Sagie voltou a atuar na identificação de vítimas do conflito no Oriente Médio. Depois de ajudar a identificar os restos da última refém israelense em Gaza, ela foi chamada de volta para nomear as pessoas mortas em mais de dois anos de guerra. Em 28 de fevereiro, um ataque aéreo EUA-Israel em Iran reacendeu o conflito, e Sharon-Sagie voltou a trabalhar na identificação de corpos cuja condição impede o reconhecimento visual.
Ela atua como voluntária com a polícia desde 2010, mas tudo mudou em 7 de outubro de 2023, quando Hamas lançou um ataque surpresa a Israel. As autoridades de saúde enfrentaram uma grande quantidade de mortes naquele dia, a mais grave desde a criação do Estado. Cerca de 1.200 falecidos ainda aguardavam identificação definitiva meses depois.
A odontologia forense é empregada para identificar restos quando métodos tradicionais não são viáveis. Corpos carbonizados ou decompostos podem ser associados a radiografias com registros dentários anteriores. Sharon-Sagie trabalha em turnos intensos e, em várias ocasiões, precisou de foco para concluir um novo caso após horas de serviço.
A missão continua
No decorrer de 2024, ela também lidou com a identificação de um dos principais arquitetos do ataque de outubro, Yahya Sinwar, que morreu em Combates no sul de Gaza. Segundo a equipe de Sharon-Sagie, havia histórico médico disponível, incluindo cirurgias no cérebro, o que facilitou a confirmação.
Ao longo do processo, a identificação de vítimas de Gaza prosseguiu entre tensões e luto nacional. Em 26 de janeiro, houve a constatação dos restos da última das 251 reféns de Hamas. Sharon-Sagie participou da equipe que examinou corpos em um cemitério no norte de Gaza, em busca de Ran Gvili, policial que resistiu aos militants em um kibutz.
Ela descreveu, de forma contida, o momento de concluir uma identificação de uma vítima. O peso emocional ficou evidenciado, mas o trabalho foi essencial para registrar formalmente o falecimento e cumprir o processo de devolução dos corpos às famílias.
A missão de Sharon-Sagie envolve precisão técnica e vigilância constante. O trabalho continua, com a finalidade de nomear as vítimas de forma rigorosa e respeitosa, mantendo o registro oficial das identidades ao longo de um conflito que persiste na região.
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