- Drones marítimos foram usados em pelo menos dois ataques a petroleiros no Golfo desde o início do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã, segundo autoridades marítimas e analistas.
- O primeiro ataque ocorreu em 1º de março, contra o petroleiro MKD VYOM, a cerca de 44 milhas náuticas ao largo de Oman, causando explosão, fogo na sala de máquinas e a morte de um tripulante.
- Dias depois, o petroleiro Ancorado Sonangol Namibe, com bandeira das Bahamas, foi atingido próximo ao porto de Khor al Zubair, no Iraque; 23 tripulantes estavam sãos, segundo a Sonangol Marine Services.
- Imagens online mostram objeto parecido com drone naval atingindo o lado do navio; analistas apontam possível autoria iraniana, embora a Reuters não tenha conseguido confirmar.
- Se comprovada a participação do Irã, seria a primeira vez que o país utiliza drones marítimos contra navios comerciais; especialistas destacam que drones marítimos podem imobilizar embarcações, aumentando a vulnerabilidade no estreito de Hormuz.
O uso de drones marítimos para atacar petroleiros ganhou notoriedade na região do Golfo, ampliando o risco na principal rota de tráfego marítimo. Navios foram atingidos em ataques de origem ainda não confirmada, segundo autoridades e analistas.
O MKD VYOM, navio-tanque de bandeira Marshall, foi atingido em 1º de março, a cerca de 44 milhas náuticas ao largo de Oman. A ukMTO afirmou que uma embarcação não tripulada atingiu a linha d’água, provocando explosão e fogo na casa de máquinas.
Dias depois, o Namibe, tanque de crude da bandeira de Bahamas, também sofreu ataque quando atracava perto do porto de Khor al Zubair, no Iraque. A empresa Sonangol Marine Services reportou que 23 tripulantes ficaram em segurança.
A imagem postada na internet mostra um objeto em formato de bote rápido avançando contra o casco e deflagrando a explosão, com grande coluna de fumaça. Dois especialistas marítimos britânicos identificaram o drone como naval.
Análise de especialistas
Robert Peters, da Ambrey, aponta que a hipótese mais provável é atuação iraniana, citando eventos recentes de displays militares. A reportagem não conseguiu confirmar oficialmente a autoria, nem o envolvimento de autoridades iranianas.
Sidharth Kaushal, da RUSI, observa que drones marítimos podem carregar explosivos com maior carga útil do que drones aéreos, potencializando danos. Ataques assim podem imobilizar navios e deixar tripulações vulneráveis.
Iranianos já haviam indicado riscos ao estreito de Hormuz, ponto de passagem de cerca de 20% do petróleo mundial, e ações recentes podem elevar a oferta de tensão na região. Autoridades não comentaram oficialmente as ocorrências.
Especialistas ressaltam que, se confirmada a responsabilidade iraniana, esse seria o primeiro uso direto de drones navais do Irã contra alvos comerciais. O debate sobre authorizações e respostas internacionais segue aberto.
Entre na conversa da comunidade