- O presidente turco, Tayyip Erdogan, afirmou que a guerra no Irã deve parar antes que toda a região seja lançada ao fogo, enfatizando a diplomacia.
- Defesas da OTAN interceptaram dois mísseis iranianos mirando o sul da Turquia, onde há bases usadas pela aliança e pelos EUA.
- Erdogan disse que a Turquia atua com cautela para proteger o país e está em diálogo com todas as partes para encerrar o conflito.
- A Turquia já tinha se oferecido para mediar entre as partes antes dos ataques liderados pelos EUA e Israel contra o Irã, iniciados há cerca de 12 dias.
- O oposicionista Ozgur Ozcel (CHP) alegou que Erdogan evita criticar Trump diretamente, enquanto o líder turco mantém relação próxima com o ex-presidente.
Tayyip Erdogan afirmou que a guerra no Irã precisa terminar antes que toda a região seja levada ao fogo. O presidente turco pediu que a diplomacia tenha espaço para evitar uma escalada.
Na última semana, defesas aéreas da OTAN interceptaram dois mísseis iranianos lançados em direção ao sul da Turquia, onde ficam bases aéreas e de radar usadas pela aliança e pelos EUA. A OTAN reforçou a proteção na região.
Erdogan ressaltou que a região vive uma fase sensível e que Ancara atua com cautela para proteger o país. O governo turco mantém contato com todas as partes para buscar um fim ao conflito. A Turquia ofereceu mediação antes dos ataques EUA-Israel contra o Irã, há cerca de 12 dias.
Reações políticas
Ozgur Özel, líder do principal partido de oposição CHP, afirmou que Erdogan evita criticar o presidente dos EUA, Donald Trump, para manter boa relação pessoal, o que, segundo ele, enfraquece a neutralidade da Turquia. A oposição cobra posição mais firme diante dos fatos.
Erdogan também criticou as ações dos EUA, de Israel e do Irã, chamando a campanha aérea entre EUA e Israel de violação clara do direito internacional. Apesar das críticas, o líder turco não citou Trump nominalmente, mantendo o tom voltado aos acontecimentos.
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