- O governo dos EUA abriu uma nova investigação de práticas comerciais injustas sob a Seção 301, mirando excesso de capacidade industrial em 16 grandes parceiros comerciais, para reimpulsionar a pressão tarifária.
- A investigação pode levar a novas tarifas contra China, União Europeia, Índia, Japão, Coreia do Sul e México até o verão, segundo o representante comercial Jamieson Greer.
- Outros países-alvo do estudo incluem Taiwan, Vietnã, Tailândia, Malásia, Camboja, Singapura, Indonésia, Bangladesh, Suíça e Noruega; o Canadá não foi mencionado como alvo.
- Paralelamente, Greer anunciou uma segunda investigação sob a Seção 301 para proibir importações dos bens produzidos com trabalho forçado, abrangendo mais de 60 países.
- O objetivo é concluir as investigações, incluindo remédios propostos, antes que as tarifas temporárias de 10% impostas em fevereiro expirem em julho; as audiências públicas estão previstas para maio.
O governo dos EUA abriu uma nova investigação comercial para apurar capacidade industrial excedente em 16 parceiros comerciais importantes. A ação, anunciada nesta quarta-feira, visa recalibrar a pressão de tarifas após a Suprema Corte ter derrubado o eixo do programa de tarifas de Trump no mês anterior. A análise é conduzida sob a seção 301, com o objetivo de moldar futuras tarifas contra China, UE, Índia, Japão, Coreia do Sul e México ainda neste verão.
A equipe de Comércio, liderada pelo Representante Comercial dos EUA, indicou que a investigação foca em economias com capacidade produtiva estrutural ociosa ou excedente, em setores manufatureiros relevantes. Entre os países-alvo estão Taiwan, Vietnã, Tailândia, Malásia, Camboja, Singapura, Indonésia, Bangladesh, Suíça e Noruega. O Canadá não foi citado como alvo inicial.
Greer informou que o processo pode resultar em novas tarifas. A força-tarefa também ampliará fiscalização de importações produzidas com trabalho forçado, abrangendo mais de 60 países, segundo o representante. O esforço acompanha ações já em curso contra painéis solares provenientes da Xinjiang, sob lei de proteção aos Uyghurs.
Provas e prazos
A agência estabeleceu prazo para comentários públicos até 15 de abril e audiência prevista para cerca de 5 de maio. A expectativa é concluir as investigações, incluindo remédios propostos, antes de renovar tarifas temporárias impostas em fevereiro, cuja validade vence em julho.
Contexto e continuidade
As investigações ocorrem em meio a contatos entre autoridades norte-americanas e chinesas, visando preparar encontro de Trump com o presidente Xi Jinping no fim de março, em Pequim. A decisão da Suprema Corte derrubou tarifas globais do governo, reduzindo a alavancagem de Washington sobre a China.
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