- O governo espanhol criou a ferramenta Hodio para medir a presença de discursos de ódio em plataformas digitais e responsabilizar as empresas que permitirem a propagação, conforme anunciado pelo primeiro‑ministro Pedro Sánchez nesta quarta‑feira, 11.
- O instrumento será implementado pelo Observatório Espanhol de Racismo e Xenofobia e usará critérios acadêmicos reconhecidos, apresentando um relatório semestral com ranking das plataformas.
- Sánchez disse que o objetivo é tornar o ódio visível e responsabilizar quem não age, afirmando que os crimes de ódio aumentaram 41% na Espanha na última década.
- O governo também indicou medidas para fortalecer o controle das mídias sociais, incluindo a possível proibição de acesso para menores de 16 anos.
- Além disso, o Executivo pediu ao Ministério Público que investigue a X, Meta e TikTok pela criação de pornografia infantil usando inteligência artificial, seguindo ações semelhantes em outros países.
O governo espanhol anunciou a criação de Hodio, uma ferramenta para medir a presença de discursos de ódio em plataformas digitais e responsabilizar as empresas que permitirem sua propagação. O instrumento será implementado pelo Observatório Espanhol de Racismo e Xenofobia.
Hodio, cuja denominação completa é Pegada do Ódio e da Polarização, usará critérios acadêmicos reconhecidos. A iniciativa fará monitoramento das redes sociais mais utilizadas na Espanha e difundirá um relatório semestral com um ranking das plataformas.
Segundo o primeiro-ministro Pedro Sánchez, o objetivo é tornar visível quem combate o ódio e quem permite sua propagação. Ele citou o aumento de 41% nos crimes de ódio na última década e reforçou a necessidade de regras no ambiente digital.
Como funciona
O observatório apresentará relatórios semestrais com a evolução do discurso de ódio por plataforma. As instituições que não atuarem poderão enfrentar responsabilização, conforme anunciado pelo governo.
Contexto e medidas recentes
Na semana anterior, Sánchez revelou medidas para reforçar o controle das mídias sociais, incluindo restrições de acesso para menores de 16 anos. O governo também pediu ao Ministério Público apuração de conteúdos envolvendo pornografia infantil gerados por IA.
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