- Um hacker estrangeiro tería invadido um servidor do FBI em Nova York, do Laboratório Forense de Exploração Infantil, durante um intervalo de fevereiro de 2023, acessando arquivos da investigação de Jeffrey Epstein.
- O FBI classificou o incidente como “isolado” e disse ter restringido o acesso e restaurado a rede; a investigação permanece em curso.
- A invasão ocorreu em 12 de fevereiro de 2023; a descoberta ocorreu no dia seguinte, ao aparecer um arquivo de texto notificando a violação e indicando atividade incomum nos arquivos da investigação de Epstein.
- A apuração inicial aponta que o invasor foi um cyber criminoso; não houve confirmação de envolvimento de um governo estrangeiro, mas o caso evidencia o potencial valor estratégico dos arquivos.
- Não há clareza sobre a identidade do hacker, o país de origem ou o que foi feito com os dados acessados; informações continuam sob sigilo em parte dos documentos do Departamento de Justiça.
A FBI confirmou que um invasor externo comprometeu arquivos ligados à investigação sobre Jeffrey Epstein durante uma invasão ao Escritório de Campo da agência em Nova York, em 2023. A divulgação ocorreu por meio de documentos do Departamento de Justiça e fontes familiarizadas com o caso, revisados pela Reuters.
Segundo os relatos, o incidente envolveu um servidor no Laboratório Forense de Exploração Infantil da unidade de Nova York. A invasão foi detectada no dia seguinte à tentativa, quando o servidor apresentou sinais de atividade incomum ligada aos materiais da investigação de Epstein.
A agência descreveu o que chamou de incidente cibernético como isolado e informou ter restringido o acesso e reparado a rede. A investigação interna segue em curso, com pouca possibilidade de comentários adicionais no momento.
Detalhes do ataque e possíveis motivações
De acordo com a fonte, o explorador efetuou acesso a dados de um servidor que não tinha relação direta com casos atuais. A natureza específica dos arquivos acessados ou se houve download não fica clara nos documentos revelados.
A narrativa descreve ainda que o invasor apontou resistência a imagens de abuso infantil no dispositivo e transmitiu uma mensagem de ameaça. Em resposta, funcionários da FBI teriam convencido o invasor de que tratavam-se de agentes, possibilitando uma interlocução por meio de vídeo.
Envolvidos e contexto
O servidor era administrado por agentes envolvidos no manejo de evidências digitais. Um funcionário citado nos documentos, Aaron Spivack, era quem gerenciava procedimentos do laboratório e não respondeu aos pedidos de comentário. A identidade do invasor, o país de origem e o que foi feito com os dados permanecem não confirmados.
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