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Israel vê pouca certeza de queda do governo do Irã, mesmo em meio à guerra

Israel afirma não haver certeza de que o regime iraniano caia com a guerra, mesmo sem levantes; o conflito persiste e há danos civis

Funeral ceremony for the Iranian military commanders who were killed in strikes, amid the U.S.-Israeli conflict with Iran
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  • Autoridades israelenses em discussões fechadas reconheceram que não há certeza de que a guerra contra o Irã leve à queda do governo clerical, e não há sinal de levante popular durante os bombardeios.
  • Apesar de Trump sugerir que a guerra pode acabar em breve, Israel avalia que Washington não está próximo de ordenar o fim do conflito.
  • Os bombardeios intensos teriam atingido o líder supremo Ayatollah Ali Khamenei e outros militares, além de civis e infraestrutura, aumentando a revolta entre parte da população.
  • O Irã ameaça usar força contra quem protestar; moradores relatam poucas manifestações, com sanções acentuadas e economia afetada pela guerra.
  • Analistas dizem que enfraquecer as capacidades militares iranianas é objetivo mais direto, mas mudanças no regime podem levar meses ou anos, sem indicação de término imediato do confronto.

Israel não vê incerteza de que o governo iraniano caia, apesar da guerra, dizem autoridades

Um alto funcionário israelense disse à Reuters que não há certeza de que o conflito contra o Irã leve ao colapso do governo clerical, mesmo com o bombardeio constante e sem sinais de levantes no território iraniano.

Israel e EUA têm intensificado ataques; contudo, segundo a avaliação citada, Washington não está próximo de ordenar o fim do conflito. A administração de Joe Biden não comunicou uma data de encerramento.

Desdobramentos e perspectivas

O esforço militar tem atingido o topo do poder iraniano, incluindo o líder supremo, Ayatollah Ali Khamenei, e várias unidades militares, mas também tem causado danos civis e destruição de infraestrutura.

Em Teerã, autoridades ameaçam respostas duras a qualquer protesto, o que pode desestimular manifestantes que, de outra forma, poderiam sair às ruas.

O Irã enfrenta sanções econômicas cada vez mais severas, agravando a crise interna e o descontentamento público, que já se manifestou de forma contundente no começo do ano.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que a ação conjunta com os EUA criaria condições para que o povo iraniano busque seu destino, mas reconheceu que a decisão de romper com o regime depende, em última instância, dos iranianos.

Em briefing a diplomatas estrangeiros, o ministro das Relações Exteriores israelense, Gideon Saar, não estabeleceu prazos para a continuidade da campanha, reiterando a posição de que o objetivo é definir o momento certo para encerrar hostilidades, sem apontar uma guerra sem fim.

Assaf Orion, ex-chefe de estratégia das Forças de Israel, aponta que enfraquecer capacidades militares iranianas é um objetivo mais direto, enquanto o objetivo de mudar o regime pode exigir mais tempo e não tem garantia de sucesso.

No Irã, a polícia reafirmou que qualquer movimento de rua contra o conflito será tratado como provocação, ampliando o medo entre eventuais manifestantes.

A população enfrenta interrupções econômicas, com comércio e serviços operando em horários limitados, agravando a insatisfação com o governo.

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