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Japão e Alemanha vão liberar reservas de petróleo para tentar frear alta da gasolina

Movimento faz parte de uma ação coordenada para aumentar a oferta no mercado e aliviar a pressão provocada pela guerra no Oriente Médio.

Foto: Creative Commons

Japão e Alemanha anunciaram que vão liberar parte de suas reservas estratégicas de petróleo em meio à disparada dos preços da energia provocada pela guerra no Oriente Médio. A medida foi noticiada pelo G1 com base em informações da Reuters e se encaixa em uma ação mais ampla articulada entre países da Agência Internacional de […]

Japão e Alemanha anunciaram que vão liberar parte de suas reservas estratégicas de petróleo em meio à disparada dos preços da energia provocada pela guerra no Oriente Médio.

A medida foi noticiada pelo G1 com base em informações da Reuters e se encaixa em uma ação mais ampla articulada entre países da Agência Internacional de Energia, a IEA, para tentar reduzir a pressão sobre a gasolina e outros combustíveis.

A decisão ganhou força porque o mercado teme falta de oferta e novas dificuldades logísticas, sobretudo por causa da instabilidade no Estreito de Ormuz, uma rota central para o transporte global de petróleo.

Diante desse cenário, a IEA informou nesta quarta-feira, 11 de março, que seus 32 países-membros concordaram de forma unânime em colocar 400 milhões de barris de reservas emergenciais à disposição do mercado, no que a entidade chamou de a maior liberação coordenada de sua história.

Como vai funcionar a liberação das reservas

No caso do Japão, a primeira-ministra Sanae Takaichi anunciou que o país vai liberar o equivalente a 15 dias das reservas mantidas pelo setor privado e um mês das reservas nacionais, com início previsto para 16 de março.

Segundo a Reuters, o Japão tem uma dependência muito alta do petróleo do Oriente Médio e hoje mantém estoques emergenciais equivalentes a 254 dias de consumo, somando reservas públicas, privadas e conjuntas.

A Alemanha também confirmou participação no esforço. De acordo com a Reuters, o país vai liberar cerca de 19,51 milhões de barris, ou 2,64 milhões de toneladas, como parte da resposta coordenada pedida pela IEA.

Mesmo sem enfrentar uma falta imediata de abastecimento interno, o governo alemão disse que aderiu à operação por causa da gravidade da crise internacional e do impacto do choque de preços.

De forma simples, essa liberação funciona como uma injeção extra de petróleo no mercado. A lógica é aumentar temporariamente a oferta para tentar conter a escalada dos preços.

A própria IEA explica que ações desse tipo são usadas quando há uma interrupção grave no fornecimento e que cada país contribui de forma proporcional ao seu peso no consumo total entre os membros.

Por que isso afeta o preço da gasolina

Quando há risco de interrupção no fluxo global de petróleo, o barril tende a subir porque o mercado passa a precificar escassez. Foi esse movimento que levou a IEA e governos como os de Japão e Alemanha a agir.

A Reuters informou que, mesmo com o anúncio da liberação, o Brent ainda operava em alta nesta quarta-feira, perto de US$ 89 por barril, depois de ter encostado em quase US$ 93 mais cedo.

Isso acontece porque liberar reservas ajuda, mas não resolve sozinha um problema prolongado de oferta. Analistas ouvidos pela Reuters destacaram que o efeito depende muito do ritmo dessa liberação e da duração do conflito.

Em outras palavras, a medida pode aliviar o choque no curto prazo, mas não elimina o risco de novos aumentos se a guerra continuar afetando rotas e produção.

O episódio também chama atenção pelo tamanho da resposta. A própria IEA lembra que, em 2022, durante a crise provocada pela guerra na Ucrânia, a liberação coordenada de estoques somou 182,7 milhões de barris, o que até então era o maior volume da história.

Agora, com a decisão de disponibilizar 400 milhões de barris, o patamar é muito mais alto, sinal de que o mercado global de energia enxerga a atual crise como especialmente sensível.

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