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Líder da oposição turca afirma que julgamento de İmamoğlu é político

Oposição diz que o caso de Imamoglu é político para bloquear Erdogan; liberação é improvável e pesquisas apontam desempenho sólido contra o presidente

Ozgur Ozel, leader of the main opposition Republican People's Party (CHP), speaks during an interview in Istanbul
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  • O líder da oposição, Ozgur Ozel, disse à Reuters que o julgamento de Ekrem Imamoglu é puramente político e visa impedir que ele desafie Erdogan nas urnas.
  • Imamoglu, prefeito de Istambul, está em detenção preventiva há quase um ano, em meio a uma investigação de corrupção envolvendo mais de quatrocentos suspeitos ligados à prefeitura.
  • Ozel afirmou que os juízes do caso não atuam para um julgamento justo, mas para atender aos interesses de Erdogan.
  • Pesquisas indicam que Imamoglu teria bom desempenho contra Erdogan em uma eventual disputa presidencial, com o CHP sugerindo vantagem apertada frente ao AKP.
  • Ozel disse que Erdogan pode antever eleições antecipadas, possivelmente em setembro ou outubro de 2027, para manter a vantagem eleitoral; o adiamento para 2028 permitiria a reeleição.

A liderança do principal partido de oposição da Turquia afirmou a Reuters que o julgamento do prefeito de Istambul, Ekrem Imamoglu, é puramente político e visa impedir que o adversário desafie o presidente Tayyip Erdogan nas próximas eleições. Imamoglu, de 55 anos, permanece preso preventivamente desde o início do caso envolvendo supostas irregularidades em licitações ligadas à prefeitura.

Segundo Ozgur Ozel, líder do CHP, o processo não representa um julgamento tradicional, mas uma manobra para alcançar o desfecho desejado pelo governo. Os juízes, diz ele, estariam orientados a entregar uma decisão favorável a Erdogan. Ozel concede que o governo nega influência sobre a Justiça.

A Justiça turca nega qualquer inibição política, afirmando que as cortes atuam de forma independente. A investigação na prefeitura de Istambul é conduzida por Akin Gurlek, que foi nomeado ministro da Justiça no mês passado.

Imamoglu está detido há quase um ano, em meio a uma onda de ações contra o CHP. Organizações de direitos humanos e oposicionistas apontam violação de liberdades políticas e de expressão em meio a uma repressão judicial.

Ozel indicou que não espera a libertação de Imamoglu durante o processo, a menos que haja pressão social ou internacional ou queda significativa nos índices de popularidade de Erdogan. Ele afirmou que a Câmara oposicionista pode realizar uma campanha nacional caso o líder seja solto.

Ozel também destacou que pesquisas internas indicam desempenho sólido de Imamoglu contra Erdogan em cenários presidenciais, com o CHP vendo vantagem apertada frente ao AKP. O oposicionista afirmou que o regime antecipa pressão crescente conforme as eleições se aproximam.

O líder do CHP sugeriu que Erdogan pode antecipar a eleição para setembro ou outubro de 2027, em vez de seguir o calendário de 2028, para manter a passível reeleição. Ele indicou que o partido busca um pleito o mais cedo possível, mesmo com riscos.

Fonte: Reuters.

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