- A primeira-ministra italiana Giorgia Meloni criticou, em plenário, a guerra dos EUA contra o Irã, dizendo que é parte de uma tendência perigosa de intervenções fora da legalidade internacional.
- Ela reagiu às cobranças da oposição de que o governo seria brando com aliados e destacou o desgaste causado pela crise.
- Meloni afirmou que o Irã não pode desenvolver armas nucleares, para não romper o regime internacional de não proliferação e comprometer a segurança global.
- O conflito entre EUA, Israel e Irã continua e já afeta o fornecimento mundial de petróleo e gás, com ataques aéreos no Oriente Médio.
- Roma informou que está fornecendo defesa aérea a países do Golfo atingidos por ataques iranianos e ressaltou a presença de milhares de cidadãos italianos na região e cerca de dois mil soldados italianos no Golfo.
Giorgia Meloni criticou nesta quarta-feira a ofensiva dos EUA e de Israel contra o Irã, dizendo que a guerra representa uma tendência perigosa de intervenções fora do direito internacional. O discurso foi feito no parlamento em Roma e apontou riscos para a estabilidade global.
A líder italiana argumentou que o Irã não pode obter armas nucleares, pois isso romperia o regime de não proliferação e teria repercussões dramáticas para a segurança mundial, deixando Itália e Europa mais expostas.
Meloni afirmou ainda que o país acompanha o conflito como parceiro de várias nações amigas e ressaltou que a intervenção ocorre em um contexto de crise estrutural no sistema internacional, com ameaças crescentes.
Contexto internacional
O confronto entre EUA e Israel contra o Irã já entra no décimo segundo dia, com ataques aéreos na região. A escalada coincidiu com interrupção no abastecimento de cerca de 20% do petróleo e gás globais.
Posicionamento de Itália
Roma disse estar fornecendo ativos de defesa aérea a países do Golfo atingidos por ataques de Teerã. A premiê citou a proteção de milhares de italianos na região e a presença de cerca de 2.000 militares italianos no Golfo.
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