- A polícia britânica proibiu a marcha pró-Irã em Londres, citando possíveis “tensões extremas” com contra-manifestantes e riscos relacionados ao Irã durante o conflito no Oriente Médio.
- A marcha Al Quds, organizada anualmente pela Islamic Human Rights Commission, ocorreria no centro de Londres e já teve ligações da organização ao regime iraniano, segundo a polícia.
- A proibição é uma das raras utilizações da autoridade nos últimos quatorze anos; a restrição também vale para contramanifestações.
- A polícia aponta que protestos anteriores da Al Quds resultaram em prisões por apoio a organizações terroristas e crimes de ódio, além de prever um fim de semana potencialmente violento.
- Se a comissão realizar apenas uma manifestação estática, sob condições rígidas, as autoridades manterão regras estritas para o protesto.
O policiamento britânico proibiu uma marcha pró-Irã em Londres neste domingo, citando a possibilidade de tensões extremas com contraprotestantes e o risco representado por Teerã durante o conflito no Oriente Médio. A decisão visa evitar desordem pública.
A marcha de Al Quds, organizada pela Islamic Human Rights Commission, estaria ocorrendo no centro de Londres. A polícia disse que a organização já foi associada a apoiar o regime iraniano, e que a proibição vale também para contraprotestos.
O limiar para banir protestos é alto na Grã-Bretanha; segundo as autoridades, foi a primeira vez em 14 anos que esse poder foi acionado. Mesmo assim, as autoridades consideraram os riscos de desordem graves o suficiente para justificar a medida.
Contexto e desdobramentos
Historicamente, marchas de Al Quds já resultaram em prisões por apoio a organizações terroristas e por crimes de ódio contra judeus, segundo a polícia. Mesmo com o veto, as forças de segurança preveem um fim de semana desafiador e potencialmente violento.
As autoridades destacaram que serviços de segurança já alertaram sobre eventuais ameaças oriundas do regime iraniano. Também foram divulgadas ações recentes, como a detenção de quatro homens por suspeita de espionagem relacionada ao Irã em Londres.
Caso a Islamic Human Rights Commission insista numa assembleia estática, não proibida por lei, a reunião ficaria sujeita a condições rigorosas impostas pela polícia.
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