- Cerca de 46 senadores democratas assinaram uma carta ao secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, solicitando uma investigação rápida sobre o ataque aéreo a uma escola de meninas no Irã e possíveis danos civis causados por ações militares americanas.
- O ataque, ocorrido em 28 de fevereiro, matou dezenas de crianças; a maioria das vítimas tinha entre 7 e 12 anos.
- A carta pergunta se houve participação de forças dos EUA, quais medidas foram tomadas para evitar danos civis e qual o papel de ferramentas de inteligência artificial nas operações.
- O Departamento de Defesa não comentou o conteúdo da carta; o secretário de Defesa citado já criticou diretrizes de engajamento em público.
- O Irã declarou à ONU que as ações dos EUA e de Israel mataram mais de 1.300 civis; não houve assinatura republicana na carta.
Os senadores democratas dos EUA acionaram o Departamento de Defesa para apurar de forma rápida o ataque aéreo a uma escola de meninas no Irã, ocorrido em 28 de fevereiro, que deixou dezenas de crianças mortas e levantou dúvidas sobre danos civis decorrentes de ações militares.
A carta foi assinada por 46 membros da bancada democrata do Senado, sendo exceção o senador John Fetterman. Os signatários pedem respostas sobre a eventual participação de forças dos EUA no ataque e sobre medidas para prevenir danos a civis.
Entre as perguntas, estão se os ataques foram realizados por forças americanas, quais passos foram tomados para evitar prejuízos a civis e qual o papel de ferramentas de inteligência artificial nas operações. Não houve resposta imediata do Pentágono.
O secretário de Defesa, Pete Hegeseth, não comentou prontamente a carta. O governo tem enfatizado mudanças na conduta militar e em diretrizes de engajamento, após críticas a operações recentes envolvendo o Irã.
Dados da parte iraniana indicam que civis teriam sido amplamente atingidos, com números superiores a 1.300 mortos segundo o embaixador no Conselho das Nações Unidas, em parte atribuídos aos ataques conjuntos EUA-Israel.
Não houve assinatura de republicanos na correspondência. A oposição tem seguido ampla defesa de estratégias de contenção da região, com poucos críticos abertamente questionando o curso do conflito.
A carta chega uma semana após a frustração de senadores com uma resolução bipartidária que buscava interromper a guerra aérea e exigir autorização do Congresso para hostilidades contra o Irã, que foi bloqueada pela oposição republicana.
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