- O ex-presidente Donald Trump afirmou que brancos sul-africanos são perseguidos; milhares têm retornado ao país. Em dois mil e vinte e dois, quase quinze mil sul-africanos brancos voltaram.
- Andrew Veitch, residente nos Estados Unidos desde dois mil e três, planeja retornar ao menos este ano, citando violência e tiroteios como preocupação.
- Veitch está entre doze mil pessoas que checaram o status de cidadania em portal online lançado pelo governo sul-africano, após a anulação de uma lei de mil novecentos e noventa e cinco que removia cidadania de alguns moradores que saíram.
- O Ministério de Assuntos Internos afirma que não há evidências de discriminação contra brancos; cerca de mil pessoas já retomaram a cidadania, com expectativa de crescimento do programa.
- Fatores para o retorno incluem custos de vida mais baixos, proximidade da família e instabilidade política no exterior; agências de recrutamento dizem que houve aumento de consultas, com muitos retornos ocorrendo a partir da Europa e dos Estados Unidos.
Andrew Veitch deixou a África do Sul após ser assaltado a mão armada, mas hoje teme mais riscos nos EUA, citando tiroteios em espaços públicos e violência por parte de agentes de imigração. O sul-africano de 53 anos vive na Califórnia desde 2003 e planeja retornar ao país neste ano.
Veitch integra o grupo de sul-africanos brancos que voltam ao país, alinhado a declarações de líderes de que a minoria branca seria perseguida pelo governo da maioria negra. Em Pretoria, autoridades negam evidências de discriminação contra brancos.
O retorno em grande escala envolve também dados oficiais: quase 15 mil brancos retornaram em 2022, segundo estatísticas do governo. Um portal online lançado em novembro, após a revogação de uma lei de 1995, facilita a checagem de cidadania de sul-africanos no exterior.
Situação de cidadania e motivações
O Ministério do Interior informou que 1.000 pessoas reaveram a cidadania, com expectativa de crescimento conforme o programa amadurece. Líder do partido Democratas, Leon Schreiber cita otimismo entre sul-africanos no exterior e também é retornoado, tendo passado pelo país recentemente.
Duas agências de recrutamento relataram aumento de consultas de expatriados, com relatos de retorno ou planos de retorno de sul-africanos na Europa e nos EUA. Um grupo de 25 mil pessoas no Facebook reúne quem pretende retornar.
Essa movimentação inclui razões como proximidade de familiares, custo de vida mais baixo e instabilidade política no exterior. Em 2022, a Stats SA indicou que 28 mil sul-africanos retornaram, sendo cerca de 14,8 mil brancos.
Assuntos econômicos e de segurança
Executivos de recrutamento apontam crescimento de interesse em vagas no país, com outros fatores de suporte ao retorno, como trabalho remoto que permite manter vínculos no exterior. A criminalidade é citada por alguns como preocupação, mesmo com melhorias percebidas.
A situação econômica da África do Sul apresenta desigualdades marcantes: taxa de desemprego de 35% entre pretos e 8% entre brancos, conforme dados oficiais. Mortes por violência rural, tema apoiado por críticas de políticos, também é discutida, com números que mostram dissidência entre leituras públicas.
Eugene Jansen, engenheiro que retornou da Noruega, afirmou que o sentimento entre retornados é de melhoria do país, com menos cortes de energia e maior sensação de estabilidade. A ideia de vida mais estável e custo de vida menor é comum entre os que voltam.
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