- EUA e Irã sinalizam que a guerra ainda não tem fim rápido, com o presidente dos EUA dizendo que é necessário terminar o trabalho, e o Irã advertindo que o mundo deve se preparar para petróleo a 200 dólares por barril.
- Navios-tanque atingidos em águas próximas ao Iraque e no Estreito de Hormuz, em meio a ataques que elevam o risco de interrupções na região.
- O preço do petróleo subiu em meio a temores de novos cortes de fornecimento, afetando mercados globais.
- A operação beligerante já deixou cerca de 2.000 mortos e feridos, grande parte entre a população iraniana e libanesa, além de impactos humanitários.
- A decisão de organizações internacionais de energia de liberar estoques estratégicos (quatrocentos milhões de barris, segundo a Agência Internacional de Energia) e a liberação de cento e setenta e dois milhões de barris pela Reserva Estratégica dos EUA devem reduzir pressões de preço.
O conflito entre os Estados Unidos e o Irã continua sem sinal de encerramento rápido. O presidente americano Donald Trump afirmou, em comício no Kentucky, que é necessário “concluir o trabalho”, enquanto o Irã alertou que o mundo deve se preparar para o petróleo a US$ 200 o barril após ataques a petroleiros na região do Golfo.
Observadores indicam que a guerra, iniciada por ataques aéreos combinados envolvendo EUA e Israel há quase duas semanas, já deixou milhares de mortos, entre eles muitos iranianos e libaneses. O impacto se estende a países vizinhos, ao comércio e aos mercados globais de energia.
A UNICEF informou que mais de 1.100 crianças já morreram ou ficaram feridas em meio ao conflito. Além disso, navios continuam sob pressões em vias estratégicas, com o estreito de Hormuz sob forte tensão e o bloqueio da rota de cerca de um quinto do petróleo mundial.
No front operacional, o Irã tem atacado alvos em Israel e em outras áreas do Oriente Médio. Empresas de segurança marítima relatam que embarcações-tanque parecem ter sido atingidas por embarcações explosivas, com um navio a combustível ficando em chamas no Golfo e um tripulante morto. Portos e rotas no Golfo sofrem interrupções.
A Organização Internacional de Energia (IEA) recomendou a liberação de estoques estratégicos para mitigar o choque de preço. A Administração de Trump autorizou a liberação de 172 milhões de barris de petróleo da Reserva Estratégica dos EUA a partir da próxima semana, segundo informações oficiais.
Entre as consequências econômicas, o preço do petróleo reagiu com alta inicial, seguido por volatilidade, enquanto os mercados globais registraram quedas em índices de ações. As autoridades de segurança americana e israelense destacam que o objetivo é limitar a capacidade de projeção de força do Irã e enfraquecer seu programa nuclear.
Em resposta, o Irã afirmou que o Estreito de Hormuz continua sob controle e que podem ocorrer ações contra infraestrutura financeira internacional ligada aos EUA e a Israel. A comunidade internacional avalia medidas para reduzir o risco de novas escaladas na região.
Fontes oficiais destacam a difícil perspectiva de retomada de navegação segura pelo Estreito de Hormuz, com avaliações conflitantes sobre a viabilidade de escoltas ou passagens protegidas. A situação persiste sem previsão de acordo ou cessar-fogo.
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