- Os treinadores militares ucranianos ajudarão a Alemanha a se preparar para defender contra qualquer ataque russo à OTAN até 2029, segundo o chefe do exército alemão.
- Berlim e Kiev aceitaram, no mês passado, que a Ucrânia envie instrutores para escolas do exército alemão para compartilhar lições aprendidas na luta contra a Rússia.
- O contingente inicial deve ficar entre dez e vinte instrutores, atuando por algumas semanas de cada vez.
- Eles devem colaborar com expertise em artilharia, engenharia, operações blindadas, uso de drones e comando e controle.
- Freuding afirmou que a parceria sinaliza cooperação de segurança em igualdade e que outros países ocidentais devem seguir o exemplo.
Ucrânia enviará instrutores militares para a Alemanha com o objetivo de preparar as forças alemãs para defender a OTAN de uma possível ofensiva russa até 2029. A decisão acompanha a primeira vez em que Kiev treina tropas ocidentais em virtude do conflito com Moscou. O acordo foi fechado no mês passado entre Berlim e Kyiv.
A participação inicial deve incluir instrutores ucranianos com experiência na linha de frente, com atuação prevista em escolas militares alemãs. O contingente deverá atingir números da casa da casa em torno de dezenas, com rotatividade de semanas. A contribuição abrangerá táticas de artilharia, engenharia, operações blindadas, uso de drones e comando e controle.
Freuding, o chefe do Exército alemão, ressaltou que a Ucrânia traz lições práticas adquiridas na resistência contra a invasão. Ele indicou que a parceria envolve expertise que não se encontra facilmente em manuais, baseando-se em avaliações de inteligência ocidental.
Reconhecimento de competência e contexto estratégico
Em entrevista à Reuters, Freuding apontou que a Ucrânia já treinou forças alemãs em operações com veículos Marder, tanques Leopard, obuses e defesas aéreas desde o início da invasão de 2022. O alto escalão alemão vê a cooperação como um marco de parceria igualitária e com potencial para ampliar capacidades no curto prazo.
O general destacou a relevância de artificiais de dados e táticas digitais, desenvolvidas pela Ucrânia no combate, como diferenciais que podem enriquecer a preparação alemã. A ideia é acelerar o alcance de metas estratégicas da OTAN diante de eventuais ameaças. O acordo sinaliza uma mudança de papel entre aliados.
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