- A UNESCO expressou grande preocupação com o destino de sítios do patrimônio mundial no Irã e na região, após danos ao palácio Golestan de Teerã e a uma mesquita e palácio históricos em Isfahan.
- Segundo a agência, quatro dos 29 sítios iranianos da lista de patrimônio mundial foram danificados desde o início do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã.
- O palácio Golestan, símbolo do poder Qajar e inspiração europeia nas artes persas, sofreu danos em ataques norte-americanos e israelenses; imagens mostram vidraças quebradas e madeira destruída.
- Em Isfahan, a Mesquita Jameh, com mais de mil anos, é destacada pela evolução da arte islâmica ao longo de doze séculos.
- A UNESCO informou que também houve danos em construções próximas à zona de proteção dos sítios pré-históricos do vale de Khorramabad e que está monitorando os impactos, compartilhando coordenadas com as partes envolvidas e pedindo proteção de todos os sítios culturais.
UNESCO expressou preocupação com o destino de sítios históricos no Irã e na região, após danos no Palácio Golestan, em Teerã, e em uma mesquita e palácio históricos em Isfahan, durante o conflito.
A agência da ONU informou que quatro dos 29 sítios de patrimônio mundial do Irã já foram atingidos desde o início da guerra entre EUA e Israel contra o Irã. O balanço atual é provisório e está sujeito a confirmação.
Lazare Eloundou Assomo, diretor do Centro do Patrimônio Mundial, afirmou que as primeiras ações contundentes já afetam áreas culturais significativas. Ele ressaltou preocupação também com locais em Israel, Líbano e no Oriente Médio.
O Palácio Golestan, símbolo da era Qajar e residência real no século XIX, sofreu danos em ataques, segundo a UNESCO. O complexo já foi palco de eventos históricos, como a coroação do último Sha do Irã, em 1969.
Imagens do interior do palácio mostram vidro quebrado, tábuas de madeira esmagadas e carpintaria danificada, conforme avaliação inicial da UNESCO. O palácio é famoso por incorporar estilos europeus na arte persa.
Isfahan abriga a Masjed-e Jame, com mais de mil anos de história. A cidade foi uma das mais importantes da Rota da Seda, e o templo representa o desenvolvimento artístico islâmico ao longo de 12 séculos, segundo a UNESCO.
Além disso, estruturas próximas à zona tampão de sítios pré-históricos no vale de Khorramabad também sofreram danos, conforme informou a agência.
UNESCO afirmou ter compartilhado coordenadas de sítios culturais com as partes envolvidas e que monitora os danos de forma contínua. A organização pediu a proteção de todos os locais de relevância cultural da região.
Eloundou Assomo reiterou a necessidade de salvaguardar o patrimônio de 18 países da região, ressaltando que a proteção é essencial para a história de diversas civilizações.
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