- A president of the European Commission, Ursula von der Leyen, recuou após críticas sobre o fim do “orden mundial baseado em regras” e reafirmou, em Estrasburgo, que o compromisso da UE com o direito internacional é inquebrantável.
- Dois dias antes, ela havia sugerido que a UE não pode mais agir apenas como guardiã desse antigo sistema; agora afirma defender os princípios da Carta das Nações Unidas.
- O debate ocorreu em meio a críticas sobre a resposta europeia ao conflito no Oriente Médio, após ataques de EUA e Israel contra Irã e a escalada que atingiu a região e a Europa.
- O presidente do Conselho Europeu, António Costa, discordou publicamente, defendendo que as normas globais continuam válidas e que a UE deve segui-las.
- A declaração de von der Leyen gerou uma visão dividida na União Europeia, com críticas de membros do Parlamento que chamaram a postura de complacente com Washington e Israel.
A presidenta da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, recuou diante das críticas após afirmar recentemente que Europa não pode mais ser a guardiã do velho ordenamento mundial. Em sessão do Parlamento Europeu, em Estrasburgo, ela reiterou o compromisso da UE com o direito internacional.
Segundo von der Leyen, ver o mundo como ele é não diminui a determinação de buscar o mundo que a UE deseja. Ela defendeu que a União continue baseada na Carta das Nações Unidas e no direito internacional, ressaltando que esse compromisso continua firme.
A fala ocorreu em meio a um debate sobre a escalada no Oriente Médio, com ataques entre EUA, Israel e Irã e a resposta de Teerã. A chefe do Executivo europeu afirmou que a situação regional exige cooperação e responsabilidade coletiva da UE.
Críticas ao discurso anterior de von der Leyen aumentaram, com vozes criticando o excesso de exposição da política externa europeia ao alinhamento com Washington e Israel. Em Bruxelas, Madrid e Paris, questionou-se o alcance de suas declarações.
Reações internas na UE
António Costa, presidente do Conselho Europeu, defendeu, no mesmo plenário, que as regras globais continuam válidas e que a UE deve segui-las. Ele afirmou que a ordem internacional baseada em normas é a base da cooperação entre Estados.
Líderes de diferentes grupos na Eurocâmara reforçaram a necessidade de manter o compromisso com o direito internacional. Críticas vindas de setores de centro e esquerda apontaram para a importância de defesa firme de princípios da Carta da ONU.
A discussão evidencia a divisão sobre a estratégia europeia em política externa. Enquanto alguns defendem uma postura mais autônoma, outros ressaltam a relevância de normas compartilhadas para a estabilidade regional e global.
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