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EUA e aliados divergem de Rússia e China sobre programa nuclear do Irã

Na Organização das Nações Unidas, Estados Unidos e aliados defendem sanções reforçadas e fiscalização do programa nuclear iraniano, enquanto Rússia e China resistem

United States Ambassador to the United Nations Mike Waltz listens to Russian ambassador to the United Nations Vassily Nebenzia as he addresses the United Nations Security Council during a...
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  • EUA e aliados ocidentais pressionaram o Conselho de Segurança da ONU para discutir o comitê 1737, encarregado de sanções ao Irã, após tentativa de Rússia e China de bloquear.
  • A sessão, presidida pelos EUA, foi vencida contra a tentativa de bloqueio por 11 votos a favor, 2 abstenções.
  • O embaixador americano, Mike Waltz, acusou Rússia e China de tentar proteger Teerã impedindo o funcionamento do comitê de sanções.
  • Waltz citou a A Agência Internacional de Energia Atômica, que afirmou que o Irã tem urânio enriquecido até 60% e não abriu acesso ao estoque.
  • Rússia e China criticaram a campanha ocidental; Reino Unido e França defenderam a reimposição de sanções diante de preocupações nucleares iranianas.

O Conselho de Segurança da ONU discutiu nesta quinta-feira o programa nuclear do Irã, em meio a uma disputa entre EUA e aliados ocidentais, de um lado, e Rússia e China, de outro. A sessão ocorreu no contexto da resposta dos EUA a ofensiva militar recente contra o Irã.

O bloco ocidental buscou ampliar a supervisão do Comitê 1737, encarregado de monitorar e impor sanções, enquanto Moscou e Pequim tentaram bloquear o debate. A decisão foi aprovada por 11 votos a favor, com duas abstenções, impedindo a suspensão defendida pelos russos e chineses.

Confronto no Conselho de Segurança

O enviado americano à ONU, Mike Waltz, apontou que a Rússia e a China tentam proteger Teerã ao obstruir o funcionamento do comitê de sanções. Ele afirmou que todos os países devem aplicar o embargo de armas, proibir a transferência de tecnologia de mísseis e congelar ativos financeiros relevantes.

Waltz ressaltou que a agência de energia atômica destaca que o Irã é o único país com urânio enriquecido a 60% sem acesso permitido aos inspetores. Segundo ele, o regime iraniano continua a negar o acesso à sua reserva de urânio enriquecido.

Reações de Rússia e China

O embaixador russo vasili Nebenzya argumentou que EUA e aliados criaram uma atmosfera de histeria sobre supostos planos de arma nuclear, sem confirmação de relatórios da IAEA. Segundo Nebenzya, a manobra visa novas ações militares contra o Irã e acirrar a região.

O representante chinês, Fu Cong, qualificou Washington como responsável pela crise nuclear iraniana, acusando a negociação de ter sido inadequadamente conduzida por força militar, o que prejudica as tentativas diplomáticas.

Contexto e desdobramentos

Nos últimos dias, o tema tem sido usado nos discursos oficiais para justificar ações contra o Irã, segundo fontes ligadas à administração. Comentários de líderes ocidentais reforçam a busca por apoio internacional para medidas de sanção.

Governos europeus destacaram que o Irã falhou em responder a preocupações sobre o programa nuclear. Britain e França disseram que a reimposição de sanções permanece justificada diante da percepção de riscos à segurança regional e à natureza pacífica do programa.

Este alerta ocorre enquanto a comunidade internacional monitora a evolução do debate no Conselho de Segurança, com olhares voltados para o papel da IAEA e para possíveis novas etapas diplomáticas. A reportagem continua com apuração e atualização de dados oficiais.

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