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Governo vê apoio de bolsonaristas em Trump para classificar facções como terroristas

Governo Lula vê bolsonaristas influenciando Trump para classificar facções como terroristas, teste de química entre governos e risco ao encontro Lula-Trump

Reclassificação de facções pelos EUA mobiliza Itamaraty
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  • Diplomatas brasileiros detectaram retorno da influência de apoiadores de Jair Bolsonaro na gestão de Donald Trump, ligados ao movimento Maga.
  • A classificação das facções brasileiras Primeiro Comando da Capital e Comando Vermelho como terroristas seria vista pelo governo brasileiro como forma de facilitar intervenções militares americanas e sanções a instituições brasileiras.
  • O Itamaraty mantém tom reservado; não houve posicionamento oficial desde a divulgação da movimentação da pasta de Marco Rubio para classificar as facções.
  • Darren Beattie, assessor sênior do Departamento de Estado para políticas relacionadas ao Brasil, tem sido um nome relevante no entorno de Trump e pode visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro na prisão.
  • O Brasil trabalha para evitar a classificação e manter a agenda de Lula com Trump, já que o tema pode servir como termômetro da relação bilateral até as eleições de outubro.

Diplomatas brasileiros acompanham sinais de retorno de apoiadores de Jair Bolsonaro às decisões da gestão de Joe Biden, nos EUA. A avaliação é de que articuladores radicais do movimento Maga tentam influenciar a pauta sobre classificar facções brasileiras como terroristas. A ideia seria usar esse tema para pressionar Lula antes das eleições, apontam fontes do Planalto.

Segundo apuração, a linha avança pela aproximação entre figuras da extrema-direita brasileira e setores do Departamento de Estado, especialmente próximo a lideranças como Marco Rubio. O objetivo seria abrir espaço para intervenções externas caso haja classificação de grupos como terroristas, o que violaria a soberania brasileira e poderia ameaçar sanções a instituições nacionais.

A retomada de influência ocorre após o pior momento da política econômica com o tarifaço, considerado fracassado, mas não teria sentido acabado para o grupo. Em Washington, a diplomacia brasileira não se manifestou publicamente sobre as movimentações, mantendo cautela nos bastidores.

Entre as ações, está a presença de Darren Beattie, assessor do governo americano para políticas no Brasil, ligado a grupos de direita. Beattie já esteve ligado a críticas ao STF e ao governo brasileiro, e mantém contatos com autoridades brasileiras para discutir ações conjuntas.

O governo brasileiro sinaliza resistência à classificação de facções nacionais como terroristas. Um canal de conversa com lideranças americanas foi mantido para evitar medidas em acordo com Rubio antes de eventual encontro entre Lula e Biden.

A interlocutores brasileiros, a pretensa tática é observar como a Casa Branca reagiria a pressões internas, com o objetivo de manter cooperação no combate ao crime organizado. A ideia é evitar que o tema se torne obstáculo a encontros oficiais entre os dois governos.

Enquanto isso, auxiliares de Lula avaliam que a agenda de segurança pública pode ter impacto direto na relação bilateral até o calendário eleitoral. A preparação de um dossiê técnico para apresentar ao governo americano já está em curso, segundo fontes oficiais.

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