- Indonésia e Austrália vão ampliar a cooperação de segurança para incluir Japão e Papua-Nova Guiné, disse o ministro da Defesa de Jacarta após encontro com o colega australiano.
- Serão desenvolvidos acordos de segurança trilaterais entre Indonésia, Austrália e Japão, e entre Indonésia, Austrália e Papua-Nova Guinea.
- O relacionamento inclui cooperação em compartilhamento de inteligência, sem detalhes divulgados.
- Há interesse em criar um centro de treino de defesa em Morotai, em Maluku do Norte, com modernização da infraestrutura existente; aberto a pessoal de outros países, como Filipinas, Cingapura e Singapura.
- Sobre envio de tropas a Gaza, Indonésia está pronta, em princípio, para mobilizar oito mil homens, em fases, dependendo da evolução do cenário com o Board of Peace e do conflito no Oriente Médio; a possibilidade de envio de vinte mil foi citada anteriormente.
Indonesia e Austrália pretendem ampliar a cooperação de segurança para incluir Japão e Papua-Nova Guiné, informou o ministro da Defesa de Jakarta após reunião com o colega australiano.
Segundo Sjafrie Sjamsoeddin, as estruturas trilaterais com Indonésia, Austrália e Japão, bem como com Indonésia, Austrália e PNG, serão desenvolvidas. O objetivo é aprofundar consultas e resposta conjunta a ameaças.
O ministro citou ainda a assinatura recente de um tratado de segurança entre os dois países, que prevê consultas em caso de risco a um deles. Também há foco em compartilhamento de inteligência, sem detalhes divulgados.
Cooperação e infraestrutura de defesa
Foi discutida a possibilidade de instalar uma facility de treinamento militar na ilha Morotai, em Maluku do Norte, com melhoria da infraestrutura existente. O objetivo é permitir acesso a tropas de países como Filipinas, Austrália e Cingapura.
Outra instalação em Kalimantan Norte, em desenvolvimento com Singapura, também deve receber pessoal de defesa de parceiros regionais. As conversas apontam para uso conjunto de recursos e capacidades.
Desdobramentos militares e geopolítica regional
Indonésia informou que está pronta para despachar tropas para a força de segurança internacional em Gaza, sujeito aos desdobramentos com o Conselho de Paz e com a situação no Oriente Médio. A mobilização pode envolver até 8 mil militares, em fases.
A decisão final depende de evoluções no cenário regional e de compromissos assumidos por outros países participantes. O comandante das Forças Armadas ressaltou que o governo aguarda o andamento das negociações e dinamismo da operação.
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