- Irã realizou ataques que atingiram seis navios no Golfo Pérsico, elevando o preço do petróleo acima de 100 dólares o barril e pressionando o Estreito de Ormuz como ferramenta de pressão.
- As ações envolveram alvos em Basra e no porto de Khor al-Zubair, além de ataques a infraestruturas no Emirados Árabes Unidos, Kuwait e outras áreas da região.
- O líder iraniano, Ali Jamenei, disse que o fechamento do estreito de Ormuz deve continuar para pressionar o inimigo.
- O conflito já deixou cerca de 2.000 mortos e mais de 3,2 milhões de deslocados internos em Irã; ataques também impactaram base italiana em Erbil e áreas em Kuwait e Arábia Saudita.
- Estados Unidos e Israel não atingiram os três objetivos anunciados (desmantelar o programa nuclear, neutralizar a capacidade de mísseis e desmantelar a rede de alianças de Irã); analistas veem que Teerã não está à beira do colapso.
O Irã intensificou choques no Golfo e deslocou o eixo do conflito ao ampliar ataques contra navios comerciais e aliar-se a ações híbridas. Enquanto Israel e EUA mantêm ações militares, Teerã sinaliza continuidade das pressões para pressionar o adversário.
Nessa escalada, ataques atribuídos ao Irã atingiram seis barcos no Golfo Pérsico desde o início da ofensiva de EUA e aliados, em 28 de fevereiro. Três navios foram atingidos nesta quinta-feira, incluindo dois em Basora e um cargueiro nas águas dos Emirados Árabes, somando-se a ataques de quarta-feira. A gestão iraniana vê o estreito de Ormuz como ferramenta de pressão.
A decisão de manter a circulação no estreito, que abriga cerca de 20% do petróleo mundial, elevou o preço do barril acima de 100 dólares. Em resposta, os EUA anunciaram liberação de reservas de petróleo para conter a alta nos combustíveis, enquanto dezenas de países acordaram medidas de contenção de mercado. Desfechos de curto prazo ainda não são claros.
Paralelamente, o regime iraniano respondeu a ataques de grande escala anunciados por Israel com novas ações contra alvos israelenses e vizinhos da região. Relatos indicam ataques com drones e mísseis atingindo edifícios, aeroportos e instalações militares em áreas como Kuwait, Emirados Árabes, Arábia Saudita e o território do Curdistão no Iraque. Uma base militar italiana em Erbil também foi afetada, segundo autoridades italianas.
Ao longo de 13 dias de conflito, pelo menos 2.000 pessoas morreram, com mais de 1.200 em Irã e centenas em Líbano. A Acnur aponta deslocamento interno superior a 3,2 milhões de pessoas no Irã, alimentando temores de fluxos migratórios para países vizinhos. A situação humanitária aumenta a pressão regional e internacional para uma solução.
Três objetivos de longa data entre EUA, Israel e seus aliados aparecem sem confirmação de sucesso: desmantelar o programa nuclear iraniano, neutralizar a capacidade de mísseis balísticos e enfraquecer a rede de alianças regionais do Irã. Embora Israel tenha atacado instalações nucleares em Taleqan, profissionais destacam que partes do programa permanecem ativas.
Analistas ressaltam que, mesmo diante de ataques, o Irã continua com capacidade de lançar mísseis e drones. Há consenso de que a guerra econômica do Irã, incluindo o fechamento estratégico de Ormuz, pode ter efeitos duradouros e manter o conflito sem resolução imediata.
Especialistas e autoridades de inteligência, citados por veículos internacionais, indicam que o Irã não está à beira do colapso, mantendo controle sobre a população e resistindo a pressões externas. A combinação de ações militares e pressões econômicas mantém o conflito em curso, sem definição de vitória clara para nenhum dos lados.
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