- O embaixador iraniano na ONU, Amir Saeid Iravani, afirmou que o Irã não vai fechar o Estreito de Hormuz, mas que é seu direito preservar a segurança da rota.
- Iravani destacou que o Irã respeita a liberdade de navegação e o direito do mar, porém a situação atual não resulta do exercício legítimo de autodefesa do país.
- Segundo ele, a instabilidade regional é consequência das ações dos Estados Unidos, incluindo agressões que minam a segurança regional.
- O líder supremo Mojtaba Khamenei havia dito que a alavanca de bloqueio ao estreito deve continuar a ser usada; Iravani comentou a esse respeito.
- A reportagem menciona a possibilidade de a Marinha dos Estados Unidos, possivelmente com coalizão internacional, escoltar navios pelo Estreito de Hormuz quando for militarmente viável.
O emissário permanente do Irã na ONU afirmou nesta quinta-feira que Teerã não tem a intenção de fechar o Estreito de Hormuz. Segundo ele, preservar a segurança da rota de navegação é um direito intrínseco do país.
O representante, Amir Saeid Iravani, leu uma declaração preparada a repórteres e respondeu a perguntas sobre os comentários do novo líder supremo, Mojtaba Khamenei, sobre a utilidade de interromper o tráfego na via水.
Iravani explicou que o Irã respeita a liberdade de navegação e o direito internacional, mas ressaltou que a atual situação regional não decorre do exercício legítimo de defesa, e sim de ações dos Estados Unidos que desestabilizam a região.
Contexto regional
O embaixador citou alegações de que as tensões aumentam devido à agressão norte-americana e à busca por manter a segurança na região, sem detalhar medidas futuras. O texto ressalta que o Irã atribui responsabilidade pelas instabilidades a políticas americanas.
O porta-voz enfatizou que o Irã não está isolado da lei do mar e mantém o compromisso com a liberdade de navegação, insistindo, porém, que a segurança da rota é prioridade nacional.
Reação dos EUA
Foi mencionada a possibilidade de que a Marinha dos EUA, com cooperação internacional, possa escoltar embarcações no estreito quando a situação permitir. Não houve confirmação de ações concretas neste momento.
O comentário do funcionário americano foi feito em meio a discussões sobre o papel de aliados e coalizões na proteção de navios na região, conforme reportado pela Reuters em 12 de março.
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