- Morocco está elaborando um plano de repatriação de seus nacionais que lutaram pelo Estado Islâmico na Síria e foram transferidos para detenção no Iraque pelos EUA.
- O plano considera combaterentes, mulheres que viveram nos campos da SDF na Síria e seus filhos, afirmou uma autoridade de segurança.
- Existem 1.667 jihadistas marroquinos na Síria e no Iraque; 244 estavam detidos em prisões sob controle da SDF no nordeste da Síria.
- 279 ex-combatentes já retornaram ao território marroquino; desde o início da crise síria, 125 mulheres retornaram, e há 269 mulheres e 627 menores ainda na zona de conflito ou em campos da SDF.
- No Maroc, ingressar em grupos jihadistas no exterior é punível com até dez anos de prisão.
Morocco está desenvolvendo planos para repatriar seus nacionais que lutaram pelo Estado Islâmico na Síria e foram transferidos pelos EUA para detenção no Iraque, disse uma autoridade de segurança na quinta-feira. A informação foi divulgada em Rabat.
O Departamento de Defesa dos EUA começou a deslocar membros do IS a partir de janeiro, após o colapso das Forças Democráticas Sírias, que guardavam instalações com combatentes e civis vinculados ao grupo. O objetivo era transferir prisioneiros para outros locais.
Iraq tem feito apelos a países muçulmanos e ocidentais para que tragam de volta seus cidadãos, enquanto Moçambique planeja etapas para o retorno. A autoridade afirmou que há diversidade entre o grupo a ser alcançado, incluindo combatentes, mulheres e crianças.
Dados e contexto
Segundo a fonte, são 1.667 os fighters estrangeiros marroquinos na Síria e no Iraque. Desses, 244 estavam detidos em prisões sob controle das SDF, no nordeste da Síria. Já 279 ex-combatentes retornaram ao reino.
Ainda conforme o levantamento, 269 mulheres permanecem na zona de conflito, juntamente com 627 menores. Em acampamentos administrados pela SDF na região nordeste da Síria, encontram-se 134 mulheres e 354 crianças. Desde o início da crise síria, 125 mulheres retornaram ao Marrocos.
Historicamente, o retorno de combatentes marroquinos já ocorreu. Em março de 2019, o país repatriou oito fighters detidos pela SDF, que foram julgados em Moçambique e cumprem penas entre 13 e 18 anos por terrorismo.
A legislação marroquina prevê pena de até 10 anos de prisão para quem se junta a grupos jihadistas no exterior. O briefing ressalta que o aparato de segurança investiga casos sob criteriosa avaliação.
O BCIJ, braço central da agência de contra-terrorismo, anunciou que, desde 2015, já desmantelou dezenas de células e prendeu mais de mil suspeitos ligados a jihadistas.
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