- Navios devem coordenar com a Marinha do Irã para passar pelo Estreito de Hormuz, afirmou porta-voz do ministério das Relações Exteriores, divulgado pela Mehr nesta quinta-feira.
- O Irã disse que vai lutar e manter o Estreito fechado como alavanca contra os Estados Unidos e Israel, conforme Mojtaba Khamenei.
- Esmaeil Baghaei destacou que a segurança do Estreito de Hormuz é vital para o Irã, cuja costa é a mais extensa da região e acompanha o Golfo Pérsico e o Mar de Omã.
- Khamenei pediu aos países vizinhos que encerrem bases americanas em seus territórios e avisou que o Irã continuará a mirar neles.
- A continuidade do conflito pode sustentar o petróleo acima de cem dólares por barril, após queda recente motivada por esperanças de fim rápido.
DUBAI, 12 de março (Reuters) – Navios devem coordenar com a marinha do Irã para navegar pelo estreito de Hormuz, afirmou o porta-voz do ministério das Relações Exteriores, em reportagem da Mehr News na quinta-feira. A exigência foi apresentada como medida de segurança marítima na região.
O Irã afirma que manterá o estreito de Hormuz fechado como alavanca contra os EUA e Israel, segundo declarações do novo líder supremo, Mojtaba Khamenei, atribuídas a ele desde sua assunção. A liderança enfatiza que a segurança do estreito é crucial para a segurança regional.
Segundo Esmaeil Baghaei, portavóz iraniano, a segurança do estreito é vital para o Irã, dada a extensão de sua costa no Golfo Pérsico e no Mar de Omã. O país alega custos de proteção do canal estratégico para preservar a navegação.
Khamenei também pediu aos vizinhos que fechem bases dos EUA em seus territórios, advertindo que o Irã continuará a mirar neles. A instauração de insegurança na região pode afetar o movimento de navios, disse Baghaei.
Autoridades ressaltam que o Irã não quer tornar o estreito inseguro, mas prevê coordenação entre navios e a marinha iraniana ao passar pela região para manter a segurança marítima.
A possibilidade de interrupção severa do abastecimento global poderia elevar novamente os preços do petróleo acima de US$ 100 o barril, após queda recente com expectativas de fim rápido do conflito.
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