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O custo da guerra contra o Irã aumenta nos EUA

Relatórios do Pentágono apontam custo de 11,3 bilhões de dólares nos seis primeiros dias de guerra contra o Irã, com déficit de munição e pressão por recursos adicionais

El destructor estadounidense 'Spruance' dispara un misil Tomahawk en el primer día de la guerra contra Irán, el 28 de febrero.
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  • Nos primeiros seis dias de guerra contra o Irã, o custo chegou a 11,3 bilhões de dólares, segundo o Pentágono, elevando-se conforme avanços da operação.
  • O total não inclui gastos com armazenamento de material e deslocamento de pessoal; esses custos devem aumentar o valor final.
  • Calculados para legisladores, os gastos diários já passam de quase 1,9 bilhão de dólares, valor significativamente superior a estimativas anteriores.
  • Grande parte do gasto é com munição, incluindo bombas de nova geração; houve deslocamento para bombas convencionais de menor custo conforme o desgaste de arsenais.
  • Há conversa no Congresso sobre a possibilidade de comandos suplementares de fundos, potencialmente na casa de dezenas de bilhões, com projeções que, se a guerra se prolongar, atingiriam centenas de bilhões.

Estados Unidos, maior orçamento militar mundial, entrou em conflito com Irã em 28 de fevereiro sem autorização formal do Congresso. O gasto inicial com a operação aponta para um custo elevado, já sem contar itens como armazenamento e pessoal.

Relatórios confidenciais do Pentágono a senadores indicam que os seis primeiros dias da ofensiva custaram 11,3 bilhões de dólares, cerca de 9,8 bilhões de euros. O total pode subir com despesas logísticas e de pessoal.

Despesas, munição e armas

Parte relevante do gasto está em munição. Nos dois primeiros dias, o Pentágono teria consumido 5,6 bilhões de dólares em munições, incluindo bombas de nova geração com alto custo unitário.

Para reduzir custos, o Departamento de Defesa passou a usar bombas convencionais, com menor preço e produção mais rápida, embora menos precisas. Os EUA também empregam interceptores que já mantinham no Indo-Pacífico para resposta a ataques.

Impacto orçamentário e perspectivas

Analistas do CSIS estimam que, sem considerar suprimentos de munição, o gasto diário ficou acima de 1,8 bilhão de dólares. Em comparação, o esforço militar anterior contra Venezuela somou cerca de 2,9 bilhões no Caribe.

Segundo especialistas, o déficit de munição já era visível antes da operação, pois o Congresso aprovou menos recursos do que o solicitado. A avaliação aponta necessidade de fundos adicionais para sustentar a contundência da ofensiva.

Possíveis desdobramentos

Fontes do Congresso indicam que o Pentágono pode solicitar recursos suplementares elevados. Analistas projetam cenários de centenas de bilhões de dólares caso o conflito se prolongue, com impactos significativos em orçamentos e políticas de defesa.

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