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Polônia afirma ter impedido ciberataque a centro nuclear; possível origem no Irã

Polônia diz ter neutralizado ataque cibernético ao Centro Nacional de Pesquisa Nuclear; sinais apontam para Irã, mas podem ser mera enganação

Deputy Prime Minister of Poland and Minister of Digital Affairs Krzysztof Gawkowski arrives for a meeting with international investors in IA at the Elysee Palace as part of the Artificial Intelligence (AI) Action Summit in Paris, France, February 10, 2025. REUTERS/Gonzalo Fuentes/File Photo
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  • Polônia afirmou ter neutralizado um ataque cibernético ao seu Centro Nacional de Pesquisa Nuclear e investiga sinais de que o Irã pode estar por trás, com possibilidade de desvio para esconder a localização real dos atacantes.
  • As autoridades dizem que a ofensiva ocorreu nos últimos dias, em um ataque de porte não muito expressivo, mas com tentativa de contornar a segurança do centro.
  • O ministro da Assuntos Digitais afirmou que as primeiras identidades dos pontos de entrada apontam para o Irã, embora a checagem final esteja em andamento.
  • O Centro Nacional de Pesquisa Nuclear realiza estudos em energia nuclear, física de partículas e áreas relacionadas; a Polônia não possui armas nucleares e está construindo sua primeira usina.
  • O contexto inclui ataques recentes entre Estados Unidos, Israel e Irã, com repercussões regionais sobre rotas de petróleo e gás no Golfo.

Polônia informou ter neutralizado um ataque cibernético ao seu Centro Nacional de Pesquisa Nuclear e está avaliando sinais de que o Iran pode estar por trás da ação. As autoridades ressaltam que as pistas podem ser uma manobra de dissimulação para ocultar a localização real dos invasores.

Gawkowski, ministro Digital, afirmou que o ataque ocorreu nos “últimos dias” contra o centro, que realiza pesquisas em energia nuclear e física de partículas. Segundo ele, houve tentativa de violar a segurança, que foi contida e não houve dano significativo.

As primeiras identificações dos vetores de entrada, ou seja, de onde o centro foi atacado, apontam para o Irã, disse o ministro. Ele acrescentou que a veracidade dessas informações será verificada pelos serviços competentes.

O consórcio central investiga o caso com apoio de agências de segurança cibernética e do setor de defesa. O centro, situado em território polonês, não atua na produção de armas nucleares, mas executa pesquisas de energia nuclear.

Autoridades polonesas observam histórico de tentativas de ataques cibernéticos desde a invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022, assunto já alvo de investigações e negações de envolvimento por Moscou.

O episódio ocorre em meio a tensões regionais, com ataques e retaliações envolvendo EUA, Israel e Irã. O Irã ainda não respondeu oficialmente ao pedido de comentário enviado por correio eletrônico.

Fonte: Agência Reuters, com apuração de Anna Wlodarczak-Semczuk e edição de William Maclean.

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