- Polônia afirmou ter neutralizado um ataque cibernético ao seu Centro Nacional de Pesquisa Nuclear e investiga sinais de que o Irã pode estar por trás, com possibilidade de desvio para esconder a localização real dos atacantes.
- As autoridades dizem que a ofensiva ocorreu nos últimos dias, em um ataque de porte não muito expressivo, mas com tentativa de contornar a segurança do centro.
- O ministro da Assuntos Digitais afirmou que as primeiras identidades dos pontos de entrada apontam para o Irã, embora a checagem final esteja em andamento.
- O Centro Nacional de Pesquisa Nuclear realiza estudos em energia nuclear, física de partículas e áreas relacionadas; a Polônia não possui armas nucleares e está construindo sua primeira usina.
- O contexto inclui ataques recentes entre Estados Unidos, Israel e Irã, com repercussões regionais sobre rotas de petróleo e gás no Golfo.
Polônia informou ter neutralizado um ataque cibernético ao seu Centro Nacional de Pesquisa Nuclear e está avaliando sinais de que o Iran pode estar por trás da ação. As autoridades ressaltam que as pistas podem ser uma manobra de dissimulação para ocultar a localização real dos invasores.
Gawkowski, ministro Digital, afirmou que o ataque ocorreu nos “últimos dias” contra o centro, que realiza pesquisas em energia nuclear e física de partículas. Segundo ele, houve tentativa de violar a segurança, que foi contida e não houve dano significativo.
As primeiras identificações dos vetores de entrada, ou seja, de onde o centro foi atacado, apontam para o Irã, disse o ministro. Ele acrescentou que a veracidade dessas informações será verificada pelos serviços competentes.
O consórcio central investiga o caso com apoio de agências de segurança cibernética e do setor de defesa. O centro, situado em território polonês, não atua na produção de armas nucleares, mas executa pesquisas de energia nuclear.
Autoridades polonesas observam histórico de tentativas de ataques cibernéticos desde a invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022, assunto já alvo de investigações e negações de envolvimento por Moscou.
O episódio ocorre em meio a tensões regionais, com ataques e retaliações envolvendo EUA, Israel e Irã. O Irã ainda não respondeu oficialmente ao pedido de comentário enviado por correio eletrônico.
Fonte: Agência Reuters, com apuração de Anna Wlodarczak-Semczuk e edição de William Maclean.
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