- A Rosatom manterá presença no Irã e permanece comprometida em construir mais duas unidades na usina nuclear de Bushehr, segundo o chefe Alexei Likhachev.
- Aproximadamente 450 funcionários da Rosatom permanecem no local, após 150 voltarem à Rússia via Armênia nesta semana.
- A construção da segunda e da terceira unidades continua entre as prioridades da empresa; não é o momento de sair, afirmou Likhachev.
- Não houve ataques diretos à usina nem ao canteiro de obras até o momento, segundo a Rosatom.
- O acordo bilateral com o Irã permite até oito unidades; no ano passado, o Irã assinou um acordo de US$ 25 bilhões com a Rosatom para quatro usinas no sudeste, além de memorando sobre pequenos reatores.
Rosatom, a estatal russa de energia nuclear, afirmou que permanecerá no Irã e manterá o acordo para construir duas novas unidades na usina de Bushehr. A declaração foi feita pelo presidente da empresa, Alexei Likhachev, nesta quinta-feira.
A posição ocorre em meio ao conflito no Oriente Médio. Nos últimos dias, a Rússia evacuou parte de sua equipe e suspendeu obras nas novas unidades após ataques dos EUA e de Israel contra o Irã em 28 de fevereiro.
K “Cerca de 450 funcionários da Rosatom permanecem no local, após 150 terem retornado à Rússia via Armênia nesta semana”, informou Likhachev. O executivo reforçou que a construção das segunda e terceira unidades continua entre as prioridades da empresa.
Likhachev ressaltou que a situação na região continua tensa, mas não houve ataques diretos à usina nem ao canteiro de obras até o momento. A Rosatom mantém a perspectiva de progresso no projeto, segundo a empresa.
O acordo bilateral entre Rússia e Irã permite a construção de até oito unidades nucleares, quatro em Bushehr, conforme o documento.
Em setembro do ano passado, o Irã assinou com a Rosatom um acordo de US$ 25 bilhões para erguer quatro unidades de potência de 5 gigawatts em outra região do país, além de um memorando sobre plantas nucleares de pequeno porte.
Fonte: informações divulgadas pela Rosatom e pela imprensa russa, com base em declarações de Alexei Likhachev.
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