Em Alta NotíciasConflitosPessoasAcontecimentos internacionaiseconomia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Sonho de migrar para os EUA termina com quatro meses preso e retorno

Retorno de migrantes venezuelanos, haitianos e hondurenhos para o sul da América, diante de redadas e perseguição migratória nos EUA

Familia de migrantes venezolanos en la estación de autobuses Cristobal Colón, en la Ciudad de Guatemala.
0:00
Carregando...
0:00
  • Entre outubro de dois mil e vinte e cinco e janeiro de dois mil e vinte e seis, pelo menos 14.000 migrantes voltaram ao sul dos Estados Unidos devido à perseguição migratória associada ao governo de Donald Trump.
  • Países como Venezuela, Haiti e Honduras, que haviam enviado muitos migrantes aos EUA, aparecem novamente no mapa migratório, agora em direção oposta.
  • O venezuelano Gerardo, 37 anos, saiu de Caracas em nov/2022 e, após viver em Austin, foi preso por quatro meses nos EUA e deportado para Piedras Negras; hoje planeja retornar à Venezuela.
  • A rota está mudando: os migrantes seguem pelo sul, passando por México, Guatemala e Panamá, de barco a Necoclí (Colômbia), evitando a selva do Darién.
  • O Departamento de Segurança Nacional dos EUA ofereceu recompensa de 2.600 dólares a quem se autodeportar; até janeiro de dois mil e vinte e seis, cerca de dois milhões já teriam feito isso.

La persecção de políticas migratórias no governo de Donald Trump provocou um fluxo de retorno de migrantes para a América Central e Caribe. Pessoas que sonhavam com os Estados Unidos voltam aos seus países de origem, ou seguem para sul, buscando evitar operações de captura e deportação.

Entre os migrantes que deixaram de seguir para o norte, haitianos, venezuelanos e hondurenhos aparecem com frequência. Em México, eles enfrentam riscos de sequestro, detenção e repatriação, enquanto tentam encontrar novas rotas para seguir.

No caso de Gerardo Aguilar, venezuelano de 37 anos, a trajetória começa em Caracas, em 2022, com a decisão de buscar melhores condições de vida no exterior. Ele passou por Darién, México e acabou detido quatro meses nos EUA antes de ser deportado para Piedras Negras, no norte do México.

De Piedras Negras, Gerardo seguiu para a Cidade do México, onde permaneceu, e, em janeiro de 2026, decidiu retornar para o país de origem, em meio a temores de novos incidentes de perseguição. Em Caracas, a captura de autoridades estrangeiras elevou a sensação de esperança entre alguns migrantes.

Em Tapachula, Chiapas, Laime Arold, haitiano de 26 anos, descreve a trajetória como marcada por medo e incerteza. Após uma autoimpressa deportação, ele foi encaminhado a Tapachula, onde pretende seguir para a Cidade do México. Ele relata pressões de autoridades e o receio de operações de ICE nos EUA.

A reportagem também acompanha José Adán, hondurenho, que permanece em Tapachula tentando reunir recursos para seguir até Guatemala e depois Panamá. O objetivo é encontrar uma rota menos arriscada que a travessia da selva do Darién, que já esteve entre as opções tradicionais de migração.

Dados oficiais indicam que, em 2025, o ICE realizou cerca de 746 prisões diárias. As redadas afetaram setores como agricultura e construção, com impactos econômicos para empresas que relatam perdas significativas. O temor entre trabalhadores migrantes aumentou a procura por caminhos alternativos.

A onda de retorno envolve ainda sete venezuelanos entrevistados em Guatemala, que, diante de mudanças geopolíticas, avaliam novas possibilidades de vida em seus países de origem. Eles chegaram à Cidade da Guatemala em janeiro de 2026 e planejam retornar pela costa caribenha, com escala em Panamá e Colômbia, se necessário.

Entre as motivações para retornar, estão o desejo de reencontrar familiares e a percepção de que mudanças políticas locais podem abrir novas oportunidades. Alguns descrevem que ainda enfrentam riscos de sequesro e de deslocamento durante o trajeto por pontos de fronteira.

Nenhum dado foi confirmado sobre recompensas específicas para migrantes que se autodeportassem, mas relatos indicam que políticas de detenção e perseguição criam um ambiente de incerteza que leva muitos a buscar alternativas de vida em seus países de origem ou em rotas menos arriscadas na região.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais