- Um juiz federal desconsiderou as duas citações judiciais emitidas pelo Departamento de Justiça contra a Reserva Federal.
- A investigação, iniciada no começo de janeiro pela procuradora do distrito de Columbia, mira os custos da reforma da sede da instituição em Washington e envolve o presidente da Fed, Jerome Powell.
- O cruzamento da apuração ocorre durante a pressão pública de Donald Trump para que os juros fossem cortados com mais intensidade.
- O juiz James Boasberg considerou as citações impróprias, dizendo que tinham o objetivo de acossar Powell para ceder diante do presidente ou renunciar.
- A decisão caracteriza uma vitória para a Fed e um revés para a procuradora Pirro.
Um juiz federal desconsiderou as duas citações judiciais emitidas pelo Departamento de Justiça contra a Reserva Federal no caso da reforma da sede em Washington, que envolve Jerome Powell. A decisão marca a primeira vitória judicial da instituição no episódio.
A investigação, aberta no início de janeiro pelo distrito de Columbia, mira Powell e aponta sobrecustos no projeto de atualização da sede da Fed. A apuração ocorre em meio a críticas de Donald Trump, que pressionava pela redução agressiva da taxa de juros.
A procuradora do Distrito de Columbia, Jeanine Pirro, figura citada como articuladora da investigação, teve as ações bloqueadas pelo tribunal. O tribunal considerou que as citações visavam pressionar Powell a ceder ao presidente ou a renunciar.
Decisão judicial
O juiz federal James Boasberg afirmou que as citações eram improcedentes, enfatizando que o objetivo dominante era acionar ou pressionar Powell. A decisão reforça a autonomia da autoridade monetária e evita interferência externa.
Essa é considerada a primeira vitória jurídica de Powell na investigação relacionada às tensões entre o governo e a política de juros. A defesa da Fed não informou se pretende recorrer ou ajustar a estratégia de comunicação diante do caso.
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