- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou ter barrado a entrada de Darren Beattie, assessor sênior do Departamento de Estado americano para política relacionada ao Brasil, até a liberação dos vistos do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e de familiares.
- O Ministério das Relações Exteriores confirmou a revogação do visto do enviado norte-americano, citando omissão e falseamento de informações sobre o motivo da visita.
- Lula disse que proibiu a entrada enquanto não houver a liberação dos vistos de Padilha e de seus familiares.
- No ano passado, os Estados Unidos cancelaram o visto da esposa e da filha de Padilha; a autorização dele para entrar não foi suspensa por estar vencida.
- Beattie planejava visitar Jair Bolsonaro na Papudinha, em Brasília, mas a visita não ocorrerá; Alexandre de Moraes havia inicialmente liberado a visita para 18 de março, e o chanceler Mauro Vieira pediu a revisão.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou ter barrado a entrada de Darren Beattie, assessor sênior do governo dos EUA, no Brasil. A medida permanece até a liberação do visto do ministro Alexandre Padilha e de familiares pelos Estados Unidos. O Ministério das Relações Exteriores confirmou a revogação do visto do enviado americano.
Segundo o governo, Beattie teve o visto negado por omissões e informações falsas sobre o motivo da visita. A autoridade brasileira justificou que o derwent segue a legislação nacional e internacional aplicável ao caso. A decisão envolve autoridades brasileiras e a avaliação de requisitos de entrada.
Beattie planejava cumprir agenda no Brasil e visitar Jair Bolsonaro na Papudinha, unidade prisional de Brasília. A visita, porém, não ocorrerá. Um chanceler brasileiro classificou a decisão como parte de cuidados com a forma de solicitar visto durante o período eleitoral.
Decisões sobre o caso passaram por alteração recente. Inicialmente, o ministro Alexandre de Moraes autorizou a visita para 18 de março; a mudança ocorreu após manifestação do chanceler Mauro Vieira. Vieira citou risco de ingerência em assuntos internos durante a campanha.
A atuação diplomática também envolve o histórico de relações Brasil-EUA. Em anos anteriores, Padilha teve o visto suspenso por familiares nos EUA, decisão que não atingiu o ministro, pois o visto dele já estava vencido. O governo americano apontou questões ligadas ao programa Mais Médicos para justificar ações anteriores.
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