- A Organização das Nações Unidas lançou um apelo relâmpago de 325 milhões de dólares para ajudar o Líbano a enfrentar as consequências da guerra, que já deixou mais de 800.000 pessoas desalojadas.
- O secretário-geral Antonio Guterres afirmou que solidariedade em palavras precisa ser acompanhada de ações, ao anunciar a campanha em Beirute.
- Israel iniciou ofensiva contra o Hezbollah após o grupo ter atirado em resposta à morte de líderes iranianos, com ataques diários de foguetes e drones do Hezbollah.
- O conflito deixou quase 700 mortos e ampliou os deslocamentos pelo país, com ordens de saída de grandes áreas de Líbano.
- Organizações humanitárias afirmam que o financiamento está apertado e cobram novas contribuições, citando restrições orçamentárias e cortes em programas de assistência.
O Serviço das Nações Unidas lançou um apelo rápido de 325 milhões de dólares para ajudar o Líbano a lidar com as consequências de um conflito que já deslocou mais de 800 mil pessoas. O anúncio foi feito em Beirute, nesta sexta-feira, pelo secretário-geral Antonio Guterres. A ação busca suprir necessidades imediatas enquanto o país enfrenta a violência.
A ofensiva israelense começou após ataques do Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã, que alegou agir em retaliação pela morte de líderes iranianos. O conflito voltou a intensificar bombardeios em áreas como a capital Beirute, com operações terrestres e ataques aéreos em várias regiões do Líbano.
Cerca de 700 pessoas morreram e o país registrou, segundo autoridades e organizações, um crescimento expressivo no número de deslocados. Os grupos humanitários afirmam que recursos limitados obrigaram a reduzir o abastecimento de alimentos, água e atendimento médico, tornando a nova doação ainda mais crucial.
Desafios de financiamento
Especialistas dizem que o cenário global de crises aperta o caixa de assistência. A agência da ONU para refugiados (UNHCR) já informou, em setembro passado, que recebeu apenas 25% dos recursos necessários para o Líbano em 2025, forçando cortes em programas de auxílio em dinheiro.
A Organização Mundial de Compras (WFP) aponta que governos doadores podem enfrentar novos ajustes em seus orçamentos diante do aumento dos preços de energia, motivado pelo conflito regional. Instituições humanitárias observam queda no volume e no valor de doações recebidas.
Outras organizações destacam que o apoio está sob pressão. A Solidarité Internationale e a Medair indicam reduções em propostas de financiamento, com o risco de que respostas emergenciais se reduzam drasticamente nas próximas semanas sem aporte adicional.
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